Um feito que entra para a história do esporte brasileiro e da América Latina. O mesatenista Hugo Calderano, número 3 do mundo, conquistou neste domingo (25) a medalha de prata no Campeonato Mundial de Tênis de Mesa, realizado em Doha, no Catar. É a primeira vez que um atleta do Brasil ou de qualquer país do continente americano chega à final do torneio mais importante da modalidade.
A caminhada épica do carioca de 28 anos terminou contra um velho conhecido: o chinês Wang Chuqin, vice-líder do ranking. Calderano lutou, mas foi superado por 4 sets a 1, com parciais de 12/10, 11/3, 4/11, 11/2 e 11/7. Ainda assim, o resultado é histórico: a China é soberana no tênis de mesa e venceu todas as últimas 11 edições do Mundial.
“É claro que queria sair daqui como campeão, mas essa medalha tem um significado enorme. Há poucos anos, um brasileiro sequer sonhava em disputar uma final como essa”, declarou Calderano. O atleta relatou forte desgaste físico: “Não consegui apresentar meu melhor, tentei brigar até o fim, mas estava exausto.”
O desempenho de Calderano é um sinal de que o Brasil pode e deve investir mais no esporte de alto rendimento. Em vez de seguir refém da lógica privatista que desmonta estruturas públicas, é preciso garantir financiamento permanente para atletas de base e de elite, com políticas esportivas comprometidas com o futuro.
[A hegemonia começa a ruir?]
| País | Finais no Mundial Masculino (últimas 12 edições) | Títulos conquistados |
|---|---|---|
| China | 12 | 11 |
| Brasil | 1 (2025) | 0 |
| Demais países | 0 | 0 |
| Calderano, que vive na Alemanha e defende o Liebherr Ochsenhausen, já tem novo desafio: a final da Bundesliga, em 15 de junho. Mas o que ele fez no Catar já o colocou no panteão dos grandes do esporte brasileiro com suor, resistência e coragem para enfrentar o império chinês de cabeça erguida. |
Fonte: Agência Brasil






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