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ESPORTES

Extrema direita prega boicote a CazéTV mas não faz nem cócegas

"Defensores" da liberdade de expressão, bolsonaristas tenta boicotar canal de esportes após sátira de humorista sobre a tornozeleira de Bolsonaro

A CazéTV, canal digital popular de transmissões esportivas liderado pelo streamer Casimiro Miguel, virou alvo de uma tentativa de boicote por parte de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro. Eles passaram a pregar nas redes sociais e grupos do WhatsApp o abandono em massa do canal no Youtube. Em três dias, 400 mil pessoas retiraram as inscrições. Foi uma piada. Na tarde da sexta-feira (25), quando esse texto estava sendo escrito, a CazéTV tinha 21 milhões e 900 mil pessoas inscritas.  

O estopim mais recente para o chilique da extrema direita foi o humorista Marcelo Adnet, que fez piadas sobre a Polícia Federal e o ex-presidente Bolsonaro em um programa da CazéTV. Ele brincou sobre a operação na casa de Bolsonaro e uma suposta descoberta de um “pen drive no banheiro”. Essas sátiras não caíram bem para os bolsonaristas. Eles viram as piadas como um ataque direto e uma forma de “lacração”.

O curioso é que apoiadores de Jair Bolsonaro vem achincalhando o Supremo Tribunal Federal, em especial o ministro Alexandre de Moraes, por supostamente estarem sendo cerceados em sua liberdade de expressão. Isso porque a Corte tem interferido sempre que provocada e mandado as plataformas de redes sociais retirarem conteúdo considerado crime no Brasil — como notícias falsas, ataques à honra das pessoas, apologia ao nazismo, racismo.  

Para os bolsonaristas, porém, a referida “liberdade de expressão” aparentemente não deve ser estendida ao humor de Marcelo Adnet ou a “adversária” CazéTV. 

O próprio Casimiro Miguel já havia irritado essa turma. Durante as eleições de 2022, ele deixou claro seu apoio ao presidente Lula. Casimiro disse abertamente: “Se Bolsonaro está de um lado, eu estou do outro”. 

Outro ponto de atrito é a percepção de que a CazéTV apoia o que eles chamam de “pautas identitárias”. Um exemplo foi durante a cobertura dos Jogos Olímpicos de Paris, quando uma atleta de um assentamento do MST foi chamada de “invasora do bem”. Para a extrema direita, que ataca constantemente movimentos sociais, isso foi a gota d’água. Eles interpretam qualquer defesa de direitos de grupos minorizados como um “alinhamento à esquerda”. 

Essas ações de boicote são sempre coordenadas. Perfis de direita nas redes sociais começam a campanha, incentivando o cancelamento de inscrições e o abandono do canal. A ideia é criar a impressão de que há uma revolta popular contra o conteúdo. No entanto, na prática, o boicote à CazéTV teve pouco efeito real. As análises mostram que o número de inscritos do canal não caiu de forma significativa. Isso mostra que, apesar do barulho nas redes, a maioria das pessoas não se deixou levar por essa tentativa de censura.

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