A maior floresta tropical do mundo está prestes a receber uma “estrada digital” submersa. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) acompanhou a conclusão dos testes finais de 3.179 quilômetros de cabos de fibra óptica que serão lançados no leito dos rios amazônicos. A operação, realizada no porto de Manaus, preparou 5 mil toneladas de equipamentos para as novas infovias do Programa Norte Conectado.
A iniciativa é ousada: levar internet de altíssima velocidade (até 96 terabits por segundo) para escolas, hospitais e comunidades isoladas, usando os rios como rota para evitar o desmatamento.
O Legado do 5G
Essa infraestrutura não custou nem um centavo extra ao contribuinte agora. Ela é fruto das contrapartidas do Leilão do 5G, fiscalizadas pela Anatel. As operadoras vencedoras depositaram os recursos, e a Entidade Administradora da Faixa (EAF) executa a obra.
“É o maior projeto de cabos subfluviais do mundo, sem equivalente em escala e com impacto ambiental praticamente nulo”, afirmou Edson Holanda, conselheiro da Anatel e presidente do Gaispi, grupo que supervisiona a implantação.
Próximos Passos: Mergulho na Conectividade
Com os testes aprovados, os navios começarão a lançar os cabos no fundo dos rios. As próximas rotas (Infovias 05, 06 e 08) conectarão cidades estratégicas:
- Autazes (AM) a Porto Velho (RO)
- Manacapuru (AM) a Rio Branco (AC)
- Fonte Boa (AM) a Cruzeiro do Sul (AC)
Ao final, o Norte Conectado terá 13,2 mil km de extensão, beneficiando 7,5 milhões de pessoas em 70 municípios. “A conectividade é uma função habilitadora da sociedade. Isso significa telemedicina e educação a distância para quem historicamente enfrentou a exclusão”, completou Holanda.






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