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Congresso protege bets
Hugo Motta, presidente da Câmara, armou para que votos dos deputados não fossem registrados, em votação que impediu BETs de serem tributadas para financiar combate ao crime organizado. Foto: Lula Marques/Agência Brasil
BRASIL

Congresso ataca de novo e tira bilhões da polícia

Hugo Motta usou votação simbólica para esconder deputados favoráveis

O Congresso Inimigo do Povo atacou novamente. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), liderou um golpe contra a segurança pública. Ele articulou a isenção de impostos para as casas de apostas. Além disso, a manobra escondeu os votos dos deputados em pleno ano eleitoral. O projeto antifacções segue para a sanção do presidente Lula, mas perdeu sua principal fonte de financiamento.

A decisão da Câmara retirou R$ 30 bilhões anuais do combate ao crime. O Senado havia criado a Cide-Bets para taxar 15% dos gastos dos apostadores. Esses recursos bancariam ações de inteligência e operações contra o crime organizado. Contudo, os deputados preferiram proteger os lucros bilionários das plataformas. O líder do PT, Pedro Uczai, alertou que a falta de dinheiro inviabiliza o enfrentamento às facções.

A covardia da votação simbólica

Nesse cenário, a covardia política ditou as regras. O partido Republicanos apresentou o destaque para livrar as bets da tributação. Em seguida, Hugo Motta pautou uma votação simbólica. Portanto, o painel eletrônico não registrou os nomes dos parlamentares favoráveis à isenção. Dessa forma, os deputados garantiram a impunidade perante os eleitores. Eles defenderam os interesses privados sem assumir o desgaste público.

O PP também atuou fortemente para retirar o imposto. A legenda possui ligações umbilicais com o setor de apostas. Ademais, o relator Guilherme Derrite (PP-SP) politizou o tema visando as eleições ao Senado. Ele endureceu as penas e criou o conceito de organização criminosa ultraviolenta no papel. No entanto, ele aceitou a retirada da verba que financiaria a aplicação dessas leis. Por fim, o Congresso entregou um projeto rigoroso na teoria, mas financeiramente inútil na prática.

Contexto Investigativo e Acadêmico

Estudos explicam a dinâmica nefasta das votações simbólicas e do lobby corporativo. A pesquisa “Accountability e Votações Simbólicas no Legislativo Brasileiro”, publicada na Revista de Sociologia e Política (SciELO), detalha como a ausência de registro nominal blinda parlamentares em anos eleitorais. Além disso, análises de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) sobre o lobby da indústria de jogos apontam que o poder econômico frequentemente suplanta o interesse público na formulação de políticas de segurança.

 

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