A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado aprovou, nesta quarta-feira (25), a convocação dos irmãos do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, e a quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático do Banco Master, da Maridt Participações e da Reag Trust. A decisão eleva a temperatura no Congresso e fecha o cerco sobre as conexões financeiras e políticas do caso.
José Carlos Dias Toffoli Cônego e José Eugênio Dias Toffoli são sócios da Maridt Participações, empresa que integrou o grupo responsável pelo resort Tayayá, no Paraná. Segundo o relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), há indícios de ligação entre a família do ministro e a Reag Trust por meio desse empreendimento, que contava até mesmo com um cassino clandestino operando com apostas em dinheiro, o que pode configurar contravenção penal.
O elo com o PCC e o Banco Master
A Reag Trust, antiga CBSF, administrava o fundo Arleen, cujo único cotista era o pastor Fabiano Zettel, da Igreja Lagoinha de Belo Horizonte, cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A Reag já havia sido alvo da Operação Carbono Oculto, que investigou esquemas de lavagem de dinheiro para a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Diante das evidências, a CPI também aprovou a convocação de Vorcaro e de diretores e ex-dirigentes das instituições financeiras envolvidas.
Além das convocações obrigatórias, a comissão aprovou convites para ouvir o próprio ministro Dias Toffoli — que relatava o inquérito do Banco Master no STF até repassar a função ao ministro André Mendonça no início de fevereiro —, o ministro Alexandre de Moraes e a advogada Viviane Barci, esposa de Moraes. As decisões anteriores de Toffoli no caso já vinham sendo questionadas nos bastidores políticos e jurídicos.
Depois de semanas de claudicância, Toffoli acabou admitindo que era ele próprio sócio da Maridt Participações, dona do Tayayá Resort, que recebeu dinheiro do fundo Arleen.
O presidente da CPI, senador Fabiano Contarato (PT-ES), informou ainda que o depoimento do ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, preso por ligação com o Comando Vermelho, foi adiado por falta de autorização do STF. Após a prisão do ex-parlamentar, um desembargador chegou a ser detido sob a suspeita de vazar o mandado judicial.
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