Dólar
R$ 4.96 Desceu
Euro
5.804 Desceu
Brasília
25°C 26°C 17°C

Explore Mais

Colunas exclusivas e conteúdos especiais

Afastamento de Eduardo Bolsonaro
Eduardo Bolsonaro na mais desastrada das excursões da extrema direita já feitas no mundo. Foto: Renato Araújo/Câmara dos Deputados
BRASIL

Foragido nos EUA e cassado, Eduardo Bolsonaro é afastado pela PF

Lobby fracassado e abandono de cargo marcam a derrocada

A Polícia Federal (PF) determinou o afastamento de Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da corporação por faltas não justificadas. Cassado e atualmente foragido nos Estados Unidos, o ex-deputado federal enfrenta um processo disciplinar que consolida sua derrocada política e institucional, após meses de uma desastrada temporada nos Estados Unidos.

O processo administrativo foi aberto pela Corregedoria Regional da PF no Rio de Janeiro. A decisão obriga o servidor a entregar sua arma de fogo, carteira funcional e distintivo em até cinco dias úteis. Eduardo estava lotado na delegacia de Angra dos Reis, mas não comparecia ao trabalho há mais de 30 dias, o que configura abandono de cargo. Desde o início de 2025, ele se refugiou em território americano, alegando perseguição após perder o mandato na Câmara dos Deputados, também por excesso de faltas.

O fracasso do lobby contra o Brasil

A fuga para os Estados Unidos coroa uma trajetória recente marcada por ações contra os interesses nacionais. Durante meses, Eduardo atuou como lobista da extrema direita em Washington, articulando com parlamentares republicanos a imposição de sanções econômicas e políticas contra o Brasil. A estratégia, no entanto, fracassou e o desmoralizou internacionalmente. O ex-presidente Donald Trump, de quem o clã Bolsonaro tentou extrair capital político, distanciou-se publicamente do ex-deputado, deixando-o isolado.

O ativismo transnacional teve um custo alto. Além da cassação do mandato parlamentar, as articulações no exterior e as tentativas de interferência nas investigações brasileiras renderam a Eduardo um processo por obstrução de justiça. Em contrapartida, os ataques sistemáticos às instituições acabaram unindo o cenário político em torno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O chefe do Executivo capitalizou o episódio para reforçar a defesa da soberania nacional, isolando a extrema direita e reafirmando a independência do Brasil frente a pressões externas.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Final da página
WhatsApp

Frente LIVRE

Normalmente responde dentro de uma hora
Frente LIVRE

Olá 👋

Fale com o ciberporto da esquerda popular ✊💡

20:57