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Presidente Lula durante visita a áreas afetadas pelas chuvas no município de Ubá-MG. Foto: Ricardo Stuckert / PR
VIDA

Corrida contra a lama: Governo Federal amplia resgate em Minas

Ministério envia recursos e busca vítimas sob os escombros

A lama soterrou vidas e histórias na Zona da Mata mineira. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobrevoou o cenário de devastação neste sábado (28). Ele testemunhou o impacto das chuvas que mataram dezenas de pessoas. O ministro da Integração, Waldez Góes, acompanhou a comitiva presidencial. O governo federal tenta acelerar o socorro aos sobreviventes que perderam tudo.

O desastre climático deixou um rastro profundo de luto. Juiz de Fora chora a perda de 62 moradores. Três pessoas continuam desaparecidas sob os escombros. A força da água arrancou 3.500 pessoas de suas casas. Em Ubá, a tragédia confirmou seis mortes e dois desaparecimentos. Matias Barbosa também contabiliza centenas de famílias desabrigadas. O desespero toma conta das ruas tomadas pela destruição.

A resposta federal tenta estancar a crise humanitária imediata. O governo liberou R$ 11,3 milhões em caráter de urgência. O dinheiro custeará assistência básica e a reconstrução de serviços essenciais. O Ministério da Saúde enviou oito kits emergenciais para a região. A carga garante medicamentos para 12 mil sobreviventes durante um mês.

A busca sob os escombros

A procura por corpos e sobreviventes corre contra o tempo. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) enviou técnicos às áreas soterradas. Eles usam antenas direcionais para rastrear celulares sob a lama. A tecnologia já ajudou as equipes de resgate a localizar quatro vítimas. Os bombeiros concentram esforços em três novos sinais detectados nas últimas horas.

O governo também anunciou medidas de alívio para quem perdeu seu sustento. A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional prorrogou o vencimento de dívidas. Contribuintes das cidades afetadas ganharam novos prazos para pagamento. A medida tenta dar fôlego a uma população economicamente paralisada.

O pesadelo, contudo, ainda não terminou. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê mais tempestades para a região. O volume de água pode superar 100 milímetros em poucas horas. A Defesa Civil mantém o alerta máximo para novos deslizamentos.

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