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Foto: Freepik com FLIA (Imagem gerada por IA)
VIDA

Brasil reduz fome infantil sob Lula

Insegurança alimentar grave atinge menor nível da história

O Brasil chegou ao Dia Nacional da Saúde e Nutrição com uma queda importante na fome infantil. Dados ligados a políticas públicas do governo federal mostram que a insegurança alimentar grave entre crianças e adolescentes recuou de 4,8% em 2023 para 3,6% em 2024, o menor nível da série histórica do IBGE, iniciada em 2004.

Na prática, isso significa que o país saiu de cerca de 2,5 milhões de crianças e adolescentes em situação de fome grave para 1,8 milhão em apenas um ano. A redução de quase 30% não é milagre nem efeito espontâneo do mercado. É resultado direto de políticas públicas que voltaram a tratar a alimentação como direito, e não como mercadoria.

Renda, escola e saúde

O avanço aparece também no acompanhamento nutricional. Em 2022, 6,2 milhões de crianças menores de cinco anos tiveram peso e altura monitorados na Atenção Primária à Saúde. Em 2025, o número subiu para 7,9 milhões, segundo dados preliminares. No mesmo período, a magreza acentuada caiu de 2,8% para 1,8%, enquanto a obesidade recuou de 6,4% para 5,7%.

Entre as medidas associadas ao resultado estão o Bolsa Família, o Benefício Primeira Infância, que paga R$ 150 mensais para famílias com crianças de zero a seis anos, e o adicional de R$ 50 para crianças e adolescentes de sete a 18 anos. O Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) também ganhou reforço, com reajuste médio de 14% nos repasses em fevereiro de 2026.

Quando a política pública funciona

A secretária extraordinária de Combate à Pobreza e à Fome do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), Valéria Burity, resumiu o efeito dessas ações:

“Os dados mostram que garantir renda, alimentação e acompanhamento de saúde faz diferença concreta na vida das crianças. Quando uma família tem condições de colocar comida na mesa e a criança é acompanhada pelos serviços de saúde e pela escola, por exemplo, os resultados aparecem: melhora o estado nutricional, diminui a fome e contribui para o desenvolvimento. Combater a má nutrição no Brasil exige exatamente isso, políticas públicas integradas que assegurem alimentação adequada e saudável desde a primeira infância”.

Em 2024, 8% das crianças e adolescentes de cinco a 17 anos que frequentavam escola ou creche estavam em insegurança alimentar moderada ou grave. Entre os que não frequentavam, o índice dobrava. É a prova de que política pública, quando existe de verdade, muda a mesa, a saúde e o futuro.

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