Dólar
R$ 4.96 Desceu
Euro
5.804 Desceu
Brasília
26°C 26°C 17°C

Explore Mais

Colunas exclusivas e conteúdos especiais

Europa contra Trump no Irã
O auto-declarado "secretário de Guerra dos EUA", Pete Hegseth, assessor de Trump, fracassa em mais um plano na Guerra do Irã. Foto: RS/Fotos Públicas
GEOPOLÍTICA

A primeira da Europa contra Trump no Irã

Aliados negam pedido para escoltar navios no Golfo Pérsico

Berlim – A posição da Europa contra Trump no Irã consolidou o isolamento diplomático e militar de Washington no Oriente Médio. Nesta segunda-feira (16), potências como Alemanha e França, além de outros países aliados, rejeitaram formalmente o plano do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de formar uma coalizão naval para escoltar embarcações no Estreito de Ormuz. A recusa expõe a falta de apoio à guerra iniciada pelos EUA e por Israel contra a República Islâmica, que bloqueou a rota marítima como retaliação.

A negativa europeia foi acompanhada de críticas diretas à estratégia belicista da Casa Branca. O ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, questionou a eficácia e o propósito da exigência americana.
“O que Trump espera que um punhado de fragatas europeias faça que a poderosa Marinha dos EUA não consegue?”, indagou Pistorius, cravando em seguida: “Esta não é a nossa guerra e nós não a começamos”. A França seguiu a mesma linha, com o Ministério das Relações Exteriores confirmando que sua frota permanecerá no Mediterrâneo Oriental, mantendo uma postura estritamente defensiva.

Ameaças vazias e bloqueio seletivo

O revés ocorre mesmo após Trump ameaçar os membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) com um “futuro muito ruim” caso não aderissem à coalizão. Além de Alemanha e França, nações como Espanha, Noruega, Austrália e Japão também negaram o envio de navios.

A tentativa de forçar uma aliança internacional repete o fracasso da operação Guardião da Prosperidade, lançada pelos EUA em 2023 no Mar Vermelho, que também não conseguiu adesão suficiente para deter as forças do Iêmen.

Enquanto os Estados Unidos tentam internacionalizar o conflito, o Irã mantém o controle estratégico da região de forma pragmática. O comandante naval do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), Alireza Tangsiri, esclareceu que o Estreito de Ormuz não está bloqueado militarmente, mas sob controle restrito.

O trânsito está proibido apenas para navios dos EUA, de Israel e de seus aliados diretos. Embarcações de países neutros ou parceiros comerciais de Teerã, como Índia e Turquia, continuam cruzando a rota que transporta grande parte da energia mundial.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Final da página
WhatsApp

Frente LIVRE

Normalmente responde dentro de uma hora
Frente LIVRE

Olá 👋

Fale com o ciberporto da esquerda popular ✊💡

20:57