Dólar
R$ 4.96 Desceu
Euro
5.804 Desceu
Brasília
25°C 26°C 17°C

Explore Mais

Colunas exclusivas e conteúdos especiais

ataque do Irã ao Catar
Usina de Ras Laffan, no Catar. Foto: Reprodução PressTV
GEOPOLÍTICA

Revide do Irã atinge campo de gás no Catar

Guarda Revolucionária mira energia ligada a Washington

O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) do Irã lançou um ataque de mísseis contra o campo de gás North Field, no Catar, provocando incêndios e danos estruturais significativos nesta quarta-feira (18). A ofensiva marca uma expansão crítica do conflito regional e atinge diretamente um dos maiores reservatórios de gás natural do mundo. O governo do Catar, por meio de seu ministro da Energia, classificou o incidente como uma “dangerous escalation” (escalada perigosa), sinalizando o fim da neutralidade de fato do emirado diante da agressividade da coalizão liderada por Donald Trump.

O ataque é uma resposta direta à agressão iniciada pelos Estados Unidos e Israel. Em comunicado oficial, o tenente-coronel Ebrahim Zolfaqari, porta-voz da IRGC, elevou o tom das ameaças, afirmando que qualquer infraestrutura de energia que sirva de apoio ou esteja ligada aos interesses de Washington será alvo de destruição total. Segundo a liderança militar iraniana, os locais de energia regionais vinculados aos agressores “will be reduced to ashes” (serão reduzidos a cinzas) caso a ofensiva neofascista contra o território iraniano não seja interrompida imediatamente.

Colapso energético e isolamento neofascista

A vulnerabilidade das instalações de gás no Catar expõe o fracasso da estratégia de defesa americana no Golfo Pérsico. Enquanto Trump tenta projetar uma imagem de controle, a realidade no terreno mostra que seus aliados estão pagando o preço por sua política externa errática e belicista. A interrupção parcial das operações em North Field tem potencial para desestabilizar o mercado global de energia, agravando a crise econômica que já atinge as potências ocidentais que apoiam a aventura militar do líder neofascista.

Analistas internacionais apontam que o Irã está demonstrando capacidade técnica para paralisar o fluxo de energia global sem a necessidade de um confronto direto em solo americano. Ao atingir o Catar, Teerã envia um aviso claro aos demais países da região: a cooperação com o governo Trump transformará suas riquezas naturais em alvos legítimos de retaliação. O isolamento diplomático de Washington aumenta à medida que o custo da guerra se torna insuportável para os parceiros regionais, que agora veem suas economias ameaçadas pela fúria de um conflito que não podem vencer.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Final da página
WhatsApp

Frente LIVRE

Normalmente responde dentro de uma hora
Frente LIVRE

Olá 👋

Fale com o ciberporto da esquerda popular ✊💡

20:57