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guerra contra o Irã
Guarda Revolucionária Islâmica lança novas táticas ofensivas contra os EUA e Israel em nova onda. Foto: The Cracle
GEOPOLÍTICA

Irã responde a ofensiva apoiada por IA

IRGC muda tática enquanto Pentágono adota Palantir

A guerra contra o Irã entrou em uma nova etapa de escalada militar e tecnológica, com ações ofensivas do Irã e a incorporação de inteligência artificial ao aparato bélico dos Estados Unidos. As duas frentes, separadas pelos comunicados oficiais, mostram uma mesma lógica: ampliar a capacidade de ataque, acelerar a identificação de alvos e prolongar o desgaste sobre o território iraniano e seus aliados.

De um lado, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) afirmou ter adotado “novas táticas ofensivas” na mais recente onda de ataques contra posições dos EUA e de Israel. Em comunicado divulgado no sábado, a força disse ter usado “super-heavy missiles” e relatou impactos em Tel Aviv, Rishon Lezion e em bases militares norte-americanas em Ali Al-Salem, Al-Kharj e Victoria. O texto fala em uma “estratégia em fases” para “desgastar as forças inimigas”.

A IRGC também afirmou que comandantes de inteligência e operações monitoraram vulnerabilidades nas posições inimigas ao longo das três primeiras semanas da guerra e introduziram sistemas mais avançados para aumentar o alcance das operações. A narrativa é de resposta à ofensiva iniciada por EUA e Israel em 28 de fevereiro, com os assassinatos de líderes e comandantes iranianos.

Do outro lado, o Pentágono formalizou o sistema Maven, da Palantir, como programa oficial das Forças Armadas dos EUA. A decisão foi comunicada em carta do subsecretário de Guerra, Steve Feinberg, enviada em 9 de março. Segundo o texto, o objetivo é dar ao Exército ferramentas para “detectar, dissuadir e dominar nossos adversários em todos os domínios”.

Guerra e automação

O Maven é descrito como o principal sistema de IA militar dos EUA, usado para analisar dados de satélites, drones, radares, sensores e relatórios. O sistema ajuda a identificar e atacar alvos com rapidez. O software já foi usado por EUA e Israel contra civis em Gaza e no Irã.

A conexão entre as duas matérias é direta: a guerra não está sendo travada apenas com mísseis, mas também com algoritmos, vigilância e automação do processo de matar. Enquanto o IRGC diz estar adaptando sua ofensiva para desgastar o inimigo, Washington consolida uma infraestrutura de IA para tornar a guerra mais rápida, mais ampla e mais letal.

Escalada sem freio

O resultado é um conflito que se expande em duas direções ao mesmo tempo. De um lado, a destruição física por ataques aéreos e mísseis. De outro, a consolidação de uma máquina de guerra digital que transforma dados em alvos. Nesse cenário, a responsabilidade política pela escalada recai sobre EUA e Israel, que abriram uma guerra contra o Irã e agora aprofundam seus meios de agressão.

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