O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, advertiu investidores e instituições financeiras de que entidades que financiam a máquina militar dos Estados Unidos podem ser consideradas alvos legítimos na escalada contra a agressão americana e israelense. Em mensagem publicada neste domingo em sua conta oficial no X, Ghalibaf afirmou que os títulos do Tesouro dos EUA estão “encharcados com o sangue dos iranianos” e que comprá-los equivale a apoiar ataques contra o país.
“Junto com bases militares, as entidades financeiras que financiam o orçamento militar dos EUA são alvos legítimos”, disse o presidente do Parlamento. Em seguida, ele afirmou: “Compre-os, e você compra um ataque contra sua sede e seus ativos. Nós monitoramos seus portfólios. Este é seu aviso final.”
A declaração foi apresentada como um recado direto a organismos públicos e privados que sustentam, por meio de investimentos em dívida americana, o financiamento da estrutura bélica de Washington. A mensagem é parte da resposta iraniana à guerra lançada contra o país em 28 de fevereiro por Estados Unidos e Israel, conflito que incluiu assassinatos de crianças, civis, do então presidente e líder da revolução islâmica Ali Khamenei e de várias lideranças militares.
A pressão econômica entra na mira
Ao ampliar o conceito de alvo legítimo para além de bases militares, Ghalibaf levou a disputa para o terreno financeiro. A mensagem sugere que o Irã passou a tratar o circuito de financiamento da máquina de guerra dos EUA como parte da engrenagem da agressão contra Teerã. Na prática, a advertência busca inibir investimentos em títulos do Tesouro americano por associá-los ao sustento da política militar de Washington.
A fala também reforça a posição iraniana de que o país está em legítima defesa diante de sanções, operações encobertas e guerras. Teerã considera que a pressão econômica faz parte de uma estratégia de “terrorismo econômico” contra o povo iraniano.
Retaliação em curso
A declaração de Ghalibaf ocorre no mesmo contexto em que o Irã e forças da resistência na região ampliaram ataques com mísseis e drones contra territórios palestinos ocupados por Israel e bases norte-americanas em países vizinhos. A publicação da advertência financeira, portanto, se soma à escalada militar já em andamento.






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