A guerra aberta da aliança neofascista (EUA e Israel) contra o Irã já deixou de ser um problema restrito ao front militar e passou a atingir a infraestrutura estratégica do Golfo. Em revides legítimos às agressões que vem sofrendo, ataques iranianos vêm alcançando instalações industriais e energéticas em países vizinhos, aliados dos americanos.
Em Abu Dhabi, a maior planta de alumínio dos Emirados Árabes Unidos, operada pela Emirates Global Aluminum, sofreu danos significativos após ataques com mísseis e drones iranianos. A empresa informou que houve feridos entre os trabalhadores, embora sem risco de morte, e confirmou que a unidade de Al Taweelah foi atingida na retaliação. O caso evidencia como a guerra já começou a afetar peças centrais da economia regional.
No Kuwait, a situação foi ainda mais grave. Um ataque iraniano a uma planta de energia e dessalinização matou um trabalhador indiano e provocou danos materiais importantes. O governo kuwaitiano mobilizou equipes técnicas e de emergência para conter os efeitos do ataque e manter a operação do sistema.
O objetivo tático desses ataques é cortar o suprimento de um insumo importante da guerra, o alumínio, e desabastecer de água um país que serve de base para os norte-americanos.
A crise também expõe a fragilidade estrutural do Oriente Médio diante de uma guerra que transforma infraestrutura crítica em alvo militar. O fechamento parcial do Estreito de Hormuz e o impacto sobre o fluxo global de petróleo e gás dão a dimensão do desastre em curso. Depois de idas e vindas, o preço do barril de petróleo voltou a subir e está negociado a US$ 116.






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