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caso Master
Ibaneis Rocha: depois do governo desastroso, fuga da CPI para não gerar provas contra si mesmo. Foto: Renato Alves/Agência Brasília
BRASIL

Ibaneis foge da CPI que apura a farra do Master

Comissão quer ouvir o bolsonarista sobre "salvamento" do banco

Ibaneis Rocha, ex-governador bolsonarista do Distrito Federal, não compareceu nesta terça-feira, 7, à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, no Senado, onde falaria sobre as negociações do Banco de Brasília (BRB) para comprar o Banco Master. A operação acabou barrada pelo Banco Central, que liquidou o Master e enviou suspeitas de fraude à Polícia Federal.

A ausência de Ibaneis ocorre justamente no momento em que o governo do Distrito Federal tenta se livrar do desgaste político provocado pela articulação para salvar um banco privado mergulhado em fraudes e crimes financeiros. O BRB, banco estatal do DF, entrou na rota de uma operação que torrou uma parcela gigante de seus ativos — o valor exato não é conhecido, só se sabe que varia entre R$ 12 bilhões e R$ 32 bilhões — em fraudes grosseiras.

Num primeiro momento, o episódio expunha uma estranha imprudência da gestão Ibaneis, ao se envolver num negócio tóxico. Depois, com a revelação de que o escritório de advocacia do governador recebeu R$ 38 milhões do Master antes de o BRB ser posto a socorro daquele, a coisa se transformou em suspeita de grossa e felpuda corrupção.

Descobriu-se ainda que o filho de Ibaneis, o advogado Caio Carvalho Barros, comprou um superapartamento de R$ 10 milhões no setor Noroeste, região nobre de Brasília. O dinheiro para tanto saiu de fundos de gestora Reag, ligada ao Master, que foi flagrada na Operação Carbono Oculto lavando dinheiro do PCC. Daí Ibaneis estar convocado para depor na CPI do Crime Organizado.

📑 Veja a nossa página com todas as notícias de Ibaneis Rocha e o Banco Master 

Tentativa de blindagem política

Ibaneis havia sido convocado no dia 31 de março, a partir de requerimento do relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE). No entanto, recebeu autorização do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), para não comparecer. A decisão foi publicada no dia 2.

Na abertura da sessão, o presidente da CPI, senador Fabiano Contarato (PT-ES), criticou o que considera obstáculos ao trabalho de apuração.

“Todos somos iguais perante a lei, independentemente de raça, cor, etnia, religião, origem, orientação sexual. Só que, no Brasil, uns são mais iguais que outros”, disse.

Em seguida, afirmou que, quando a investigação envolve “crimes de colarinho branco”, surgem decisões que travam o avanço das apurações.

BRB, Master e a conta política

Contarato também disse que a comissão aprova oitivas e pedidos de informação, mas esbarra em decisões que, na avaliação dele, enfraquecem a CPI. “Quem nada deve, nada teme”, afirmou. A frase serve como contraste direto para o caso de Ibaneis: se não há nada a esconder na tentativa de compra do Master, a população tem direito de saber por que o governo do DF se enredou nessa operação.

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