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Estreito de Ormuz
Guarda Revolucionária Islâmica do Irã reforçou o patrulhamento do Estreito de Ormuz. Foto: Yasmin News
GEOPOLÍTICA

Trump sabota paz e Irã endurece Ormuz

Teerã mantém passagem civil, mas ameaça navios militares

Diante da sabotagem de Donald Trump às negociações de paz e de mais uma bravata ameaçadora contra Teerã, o Irã endureceu as regras de navegação no Estreito de Ormuz. A Guarda Revolucionária Iraniana (IRGC) afirmou que a passagem segue aberta a navios civis, sob regras específicas, mas advertiu que embarcações militares que se aproximarem da região “sob qualquer pretexto” serão tratadas com severidade.

O anúncio veio depois de Trump dizer que a Marinha dos Estados Unidos iniciaria “imediatamente” um bloqueio ao estreito, após o fracasso das conversas de paz entre EUA e Irã em Islamabad, no Paquistão. Em sua mensagem, o presidente americano acusou o Irã de “extorsão”, afirmou que vai interditar navios que pagaram pedágio para cruzar a rota e ameaçou forças iranianas que atirem contra embarcações americanas ou “pacíficas”.

Rota vital sob ameaça

O Estreito de Ormuz é uma das passagens mais sensíveis do planeta. Por ele escoa cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito negociados no mundo. A circulação já está reduzida a um filete, o que amplia o risco de choque nos preços da energia e de nova turbulência no comércio global.

O Irã tenta preservar a navegação civil e, ao mesmo tempo, marcar limite diante da escalada militar norte-americana. Já Washington insiste em transformar uma rota estratégica em palco de chantagem bélica, sob o pretexto de “segurança” e “liberdade de navegação”.

Tensão fabricada pelos EUA

A postura de Trump não ajuda a desescalar nada. Ao contrário: amplia a incerteza, enfraquece a frágil trégua e empurra a região para mais confronto. Enquanto mediadores pedem continuidade das negociações, a Casa Branca responde com bloqueio, ameaça e retórica de destruição.

No fundo, o episódio escancara o método imperial dos Estados Unidos: pressionar, sabotar acordos e depois culpar a resposta do alvo. O Irã endurece porque o espaço diplomático foi novamente atacado. E, num estreito onde passa uma fatia decisiva da energia mundial, qualquer passo em falso pode custar caro ao planeta inteiro.

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