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Ministro Padilha: "A gente vai descobrindo os medicamentos mais adequados para as características da população brasileira". Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
CIÊNCIA & TECNOLOGIA

Governo Lula aposta no SUS para produzir ciência médica

Novo programa quer fortalecer estudos, tratamentos e produção local

O Ministério da Saúde lançou nesta sexta-feira (17) o Programa Nacional de Pesquisa Clínica (PPClin), com a promessa de destinar R$ 120 milhões ainda neste ano para hospitais federais, universidades e institutos de pesquisa. A medida tenta enfrentar uma das fragilidades históricas do Sistema Único de Saúde (SUS): a baixa produção própria de medicamentos, vacinas, diagnósticos e equipamentos.

O SUS é uma das maiores conquistas sociais do país. Universal, gratuito e sustentado por uma lógica pública de proteção à vida, ele garante atendimento a toda a população. Mas, na comparação com sistemas de saúde mais integrados à produção científica, o Brasil ainda depende demais de soluções importadas. É justamente essa brecha que o novo programa do Governo Lula tenta fechar.
O estudo clínico é feito com testes de controle, ou seja, o tratamento de doenças com novas substâncias e novos remédios, oferecidos a grupos de doentes em situação já paliativa — ou seja, os tratamentos convencionais já não são capazes de ajudá-los. Normalmente, eles são separados em dois grupos. Um recebe placebo, outro recebe o novo medicamento. A partir daí, os médicos monitoram a resposta do corpo, os efeitos colaterais, os benefícios e a eficácia do novo tratamento. Assim são criadas novas drogas e novas terapias.
Como esse tipo de estudo ainda é raro no Brasil, porque a comunidade médica se nega a fazer testes em seres humanos, a esmagadora maioria dos remédios usados no país são feitos a partir de estudos clínicos feitos sobretudo nos EUA.

Pesquisa para virar produção

Segundo o Ministério da Saúde, a iniciativa vai criar diretrizes para acelerar o desenvolvimento de produtos e tecnologias essenciais à saúde e fortalecer a soberania nacional no setor. A consulta pública vai abrir espaço para que instituições enviem propostas de pesquisa clínica, numa tentativa de aproximar o conhecimento científico das necessidades reais do país.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que os hospitais do SUS e as universidades vão receber os principais estudos sobre novos medicamentos, vacinas e diagnósticos.

“E também a gente vai descobrindo os medicamentos mais adequados para as características da população brasileira. Faz parte do esforço de aumentar a produção local”, disse.

A fala resume o problema e a resposta. O Brasil não carece apenas de atendimento; carece de autonomia para transformar sua base científica em remédios, tratamentos e inovação de interesse público. Sem isso, o sistema fica mais exposto à dependência externa e a interesses privados.

Soberania em saúde

Padilha deu a declaração durante a abertura da feira SUS Inova Brasil, no Rio de Janeiro, que reúne instituições públicas e privadas da área da saúde. Ainda na capital fluminense, ele também anunciou uma nova etapa da construção do Inca, com R$ 2,5 bilhões previstos em parceria com o BNDES.

O ministro ainda lançou o Carretaço do programa Agora Tem Especialistas, que levou unidades móveis a novas localidades do país. Uma delas chegou a Realengo, na zona oeste do Rio, com uma carreta de saúde da mulher voltada ao diagnóstico precoce de câncer de mama e de colo do útero.

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