O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, retirou as credenciais diplomáticas de um agente de imigração dos Estados Unidos que operava na sede da corporação, em Brasília. A decisão, confirmada nesta quarta-feira (22), é uma resposta direta à expulsão do delegado brasileiro Marcelo Ivo de Carvalho do território estadunidense. O caso escancara a tensão diplomática entre os dois países, após Washington agir para proteger aliados da extrema-direita brasileira.
Andrei Rodrigues classificou a medida como um ato de reciprocidade. “Eu retirei, com pesar, as credenciais de um servidor dos EUA”, afirmou o diretor em entrevista. A crise começou quando o Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental dos Estados Unidos determinou a saída de Marcelo Ivo, acusando-o de “manipular a imigração”. Na prática, o delegado brasileiro foi perseguido por cumprir seu papel institucional no exterior.
Blindagem ianque a golpistas brasileiros
A expulsão do brasileiro está ligada à prisão de Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e figura central na trama golpista investigada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ramagem, condenado a 16 anos de prisão, foi detido na Flórida, mas solto apenas dois dias depois pelas autoridades locais. A rapidez da soltura está ligada ao lobby de bolsonaristas fugidos nos EUA, onde conspiram abertamente contra o Brasil aliados a extremistas de direita com cargo no governo neofascista de Donald Trump.
A substituição de Marcelo Ivo pela delegada Tatiana Alves Torres já está em curso, mas o recado de Brasília foi dado: a soberania nacional não aceita ordens unilaterais de Washington. Enquanto o governo estadunidense tenta ditar as regras da cooperação policial, a PF demonstra que o tempo da submissão automática acabou. A diplomacia da reciprocidade é o mínimo que se espera diante da arrogância imperialista que protege criminosos condenados sob o pretexto de questões burocráticas de visto.






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