O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta segunda-feira (11), a lei que institui o dia 12 de março como o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19. A medida, de autoria do deputado federal Pedro Uczai (PT-SC), foi oficializada em cerimônia no Palácio do Planalto, marcando um contraste civilizatório com a gestão anterior. A data escolhida remete ao falecimento da diarista Rosana Aparecida Urbano, a primeira vítima fatal registrada oficialmente no Brasil, em 2020.
Durante o ato, Lula enfatizou que a institucionalização da data serve para garantir que as mais de 700 mil vidas perdidas não caiam no esquecimento. Pedro Uczai, presente na sanção, classificou o momento como um exercício de resistência política e humanitária. O parlamentar lembrou que o Brasil, com apenas 3% da população global, concentrou 11% das mortes mundiais pela doença — um abismo estatístico que ele atribui diretamente à sabotagem sanitária praticada pelo governo de Jair Bolsonaro.
A herança maldita da omissão
O enquadramento da nova lei não é apenas cerimonial, mas um manifesto contra o negacionismo que matou. Uczai recordou que, enquanto o vírus avançava, o então presidente Bolsonaro desacreditava vacinas e promovia charlatanismo com medicamentos ineficazes. “Negacionismo mata. A memória salva!”, afirmou o deputado, destacando que a tragédia de famílias como a de Rosana Urbano — que perdeu pai, mãe e irmão em dois meses — foi amplificada pela falta de coordenação federal e pelo desprezo à ciência.
A sanção reforça o compromisso do Estado com o Sistema Único de Saúde (SUS) e com a transparência administrativa. Ao transformar o luto coletivo em marco oficial, o governo Lula sinaliza que a omissão diante de crises sanitárias não será mais tolerada. Para a Frente Livre, a lei é um passo fundamental para que a história registre quem foram os algozes e quem foram as vítimas da maior tragédia humanitária do século no Brasil, impedindo que o revisionismo da extrema-direita apague o sangue das mãos dos responsáveis.
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