A Polícia Civil de São Paulo prendeu um dos suspeitos de um ataque a um assentamento do MST em Tremembé (SP). O crime, ocorrido na noite de sexta-feira (10/11/2024), resultou na morte de três homens e deixou outros seis feridos.
As vítimas fatais foram identificadas como Valdir Nascimento (52 anos), Denis Carvalho (29 anos) e Gleison Barbosa (28 anos). Valdir, conhecido como Valdirzão, era líder do assentamento Olga Benário.
Segundo a investigação da Delegacia Especializada de Investigações Criminais de Taubaté, a motivação do crime teria sido um desentendimento sobre a negociação de um terreno na área.
O preso, conhecido como “Nero do Piseiro”, é apontado como o mentor intelectual do crime e possui passagem pela polícia por porte ilegal de arma de fogo. Testemunhas o reconheceram no local do crime.
Outro homem foi preso em flagrante por porte ilegal de arma. O caso foi registrado como homicídio, tentativa de homicídio e porte ilegal de arma de fogo.
O Governo Federal agiu rapidamente. O Ministério da Justiça e Segurança Pública determinou que a Polícia Federal (PF) investigue o caso. Uma equipe da PF já foi deslocada para Tremembé.
“proceda abertura de investigação criminal para apuração dos fatos narrados”
disse o ministro substituto Manoel Carlos de Almeida Neto, em ofício ao diretor-geral da PF, Andrei Passos.
O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) anunciou assistência e proteção aos moradores do assentamento. O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Paulo Teixeira, repudiou o atentado. O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) manifestou solidariedade às famílias e ao MST.
A investigação continua em andamento para encontrar e prender os demais envolvidos no crime. O caso causou comoção nacional e trouxe novamente à tona o debate sobre a violência no campo e a segurança dos trabalhadores rurais.
*Reportagem produzida com auxílio de IA






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