Dezenas de capitais brasileiras foram palco de manifestações contra a escala de trabalho 6×1, a mais comum no país. Movimentos como o Vida Além do Trabalho (VAT), liderados por parlamentares como Erika Hilton (Psol-SP) e Rick Azevedo (Psol-RJ), organizaram os atos, que pedem a redução da jornada para 36 horas semanais. A proposta já tem assinaturas necessárias para virar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), mas aguarda o momento político ideal para ser protocolada.
A escala 6×1 é exaustiva e prejudica a qualidade de vida dos trabalhadores, especialmente em um país com altos índices de desigualdade e precarização laboral. A redução da jornada não só melhora o bem-estar, mas também pode gerar mais empregos, distribuindo melhor as horas de trabalho. A pressão popular e a articulação política mostram que a pauta é urgente e necessária.
As manifestações ocorreram em cidades como São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Brasília. Em São Paulo, os manifestantes enfrentaram calor de 34°C na Avenida Paulista. Em Belo Horizonte, o ato começou na Praça Sete e seguiu até o Shopping Cidade. A PEC, que já tem assinaturas suficientes, aguarda a configuração das comissões do Congresso para ser protocolada, com o objetivo de garantir um relator favorável.
Enquanto a elite empresarial insiste em manter jornadas exaustivas para maximizar lucros, os trabalhadores lutam por dignidade e tempo para viver. A escala 6×1 é um resquício de uma lógica exploratória que precisa ser superada. A PEC proposta por Erika Hilton e Rick Azevedo, inspirada no movimento VAT, representa um avanço crucial na luta por direitos trabalhistas e justiça social.
As manifestações contra a escala 6×1 mostram que a luta por uma vida digna não pode esperar. Enquanto o Congresso se organiza, a pressão popular deve continuar, garantindo que a pauta não seja engavetada. A redução da jornada é mais do que uma demanda trabalhista; é um passo essencial para um Brasil mais justo e humano.






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