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GEOPOLÍTICA

Equador decide entre continuísmo autoritário e projeto popular em eleição histórica

Segundo turno neste domingo (13) pode levar pela primeira vez uma mulher à presidência; clima de tensão e denúncias de irregularidades marcam pleito

O Equador vota neste domingo (13) em um segundo turno eleitoral que opõe o direitista Daniel Noboa, atual presidente, e a esquerdista Luisa González, ex-ministra de Rafael Correa. A eleição, que pode resultar na primeira presidenta do país, ocorre sob estado de exceção em parte do território — decretado por Noboa na véspera — e denúncias de manipulação institucional.  

  • Daniel Noboa (direita): Herdeiro de uma das famílias mais ricas do país, mantém uma agenda de austeridade econômica e repressão, com apoio das elites e do setor empresarial.  
  • Luisa González (esquerda): Promete retomar políticas sociais do correísmo, combater a desigualdade e retirar o Equador da onda de violência via investimento em educação e saúde.  

No primeiro turno, González liderou por 0,17%, em uma disputa onde seis candidatos dividiram votos antipetistas.  

Estado de exceção e tensão pré-eleitoral  

Na quinta-feira (10), Noboa decretou estado de exceção em províncias-chave, suspendendo direitos como inviolabilidade de domicílio. A medida, justificada como “combate ao crime”, é vista como tentativa de intimidar eleitores e controlar o processo.  

Organizações sociais e a candidata González denunciaram:  

  • Manipulação do CNE (Conselho Nacional Eleitoral): Suspeitas de favorecimento a Noboa, incluindo proibição de celulares nas seções de votação (dificultando fiscalização).  
  • Troca da segurança de González: Dois dias antes da eleição, o governo substituiu sua equipe de proteção militar, mesmo após ameaças de morte.  

O Equador vive a pior onda de criminalidade de sua história:  

  • 1 assassinato por hora em janeiro e fevereiro.  
  • 30 políticos e jornalistas mortos desde 2023, incluindo o candidato Fernando Villavicencio, executado após comício.  

Para Magdalena León, economista equatoriana, a eleição define se o país seguirá um projeto de “violência e exploração” (Noboa) ou de “bem comum” (González).  

González conquistou o apoio da Conaie (maior organização indígena), tradicional crítica do correísmo, além do “voto envergonhado” de eleitores receosos de declarar preferência.  Noboa usa máquina pública e mídia corporativa, além de alianças com setores investigados por corrupção.  

Especialistas alertam que Noboa, que perdeu a aposta no primeiro turno, pode rejeitar resultados em caso de derrota. O CNE tem até 24 de maio para proclamar o vencedor, prazo que permite manobras jurídicas.  Daniel Pontón, sociólogo equatoriano, resume: “Ou o Equador retoma a democracia, ou aprofunda o abismo autoritário. González representa a esperança; Noboa, o medo.”  

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