Em entrevista ao Brasil de Fato, a deputada Sâmia Bomfim (Psol-SP) comparou o tratamento dado aos processos contra Glauber Braga (Psol-RJ) e Chiquinho Brazão (sem partido-RJ) na Câmara dos Deputados. Enquanto Brazão, acusado de mandar matar Marielle Franco, mantém seu mandato mesmo preso, o caso de Glauber – que reagiu a ofensas contra sua mãe – avança a jato no Conselho de Ética.
A contradição escancarada
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Chiquinho Brazão: Preso há 1 ano por envolvimento no assassinato de Marielle, mas continua com mandato, salário e estrutura parlamentar.
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Glauber Braga: Processo de cassação aprovado em questão de semanas após empurrar um provocador do MBL que insultou sua mãe (já doente e que morreu dias depois).
Sâmia questiona:
“Vou estranhar muito se Hugo Motta colocar o caso de Glauber em votação imediatamente. Enquanto isso, Brazão segue impune. Isso é perseguição política!”
Greve de fome e perseguição à esquerda
Glauber Braga está no 6º dia de greve de fome no plenário da Câmara, acompanhado por médicos voluntários. Sâmia alerta para uma onda de cassações seletivas:
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Renato Freitas (PT-PR): Processado por apoiar manifestação de professores.
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Bruna Bittencourt (Psol-SP): Vereadora de São Caetano do Sul também ameaçada.
“Isso é um salvo-conduto para a extrema direita perseguir quem denuncia os poderosos”, disparou.
Enquanto aceleram a cassação de Glauber, a bancada bolsonarista conseguiu assinaturas para votar a urgência do PL da Anistia aos envolvidos no 8 de janeiro.
“Querem perdoar quem tentou dar um golpe, mas cassam quem defendeu a honra da própria mãe.”
Sâmia acredita, porém, que o projeto encontrará resistência:
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Judiciário não aceitará anistia a golpistas.
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Até aliados de Bolsonaro temem crise institucional.
Fonte: Brasil de Fato






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