As missões de observação eleitoral da União Europeia (UE) e da Organização dos Estados Americanos (OEA) descartaram nesta quarta-feira (15) as alegações de fraude nas eleições equatorianas, que reelegeram o presidente Daniel Noboa. Em relatórios preliminares, ambas reconheceram a transparência do processo, mas criticaram abusos de poder e assimetrias na campanha.
Principais conclusões
Sem fraude:
-
UE: “Jornada transparente e bem organizada, que refuta narrativas de fraude.”
-
OEA: “A população se expressou com claridade.”
Mas com irregularidades:
-
Uso da máquina estatal: Noboa não se licenciou do cargo para campanha, violando leis locais.
-
Recursos públicos: Suspeita de utilização proselitista.
-
Estado de Exceção: Decretado um dia antes da votação, restringiu direitos e gerou críticas sobre possível intimidação.
Reações internacionais divergentes
-
Brasil: Reconheceu o resultado.
-
Colômbia (Gustavo Petro): “Não há eleições livres sob Estado de Exceção. As atas devem ser verificadas.”
Críticas à OEA
A organização, já questionada por seu papel no golpe contra Evo Morales (Bolívia, 2019), alertou que “narrativas infundadas de fraude enfraquecem a democracia” – ironicamente, a mesma postura que adotou no caso boliviano.
Campanha suja nas redes
A UE destacou a desinformação impulsionada por robôs e anúncios pagos, com falhas na fiscalização de gastos digitais pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE).
Oposição não desiste
A candidata Luisa González (Revolução Cidadã) mantém denúncias de:
-
Atas sem assinaturas.
-
Mudanças suspeitas em 18 locais de votação.
-
Discrepâncias entre pesquisas e resultados.
CNE rebate:
A presidente Diana Atamaint afirmou que o processo foi “transparente e pacífico”, refletindo a “vontade popular”.
Fonte: Agência Brasil






Deixe seu comentário