Funcionários públicos de São Paulo aprovaram por unanimidade uma greve geral contra o reajuste salarial de 2,6% em 2024 e 2,55% em 2026 proposto pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB). A paralisação, que começa com os profissionais da educação e se estende a todas as categorias, ocorre após a inflação acumular 5,16% no último ano (IPC-Fipe), corroendo o poder de compra dos servidores.
A decisão foi tomada em assembleia nesta quarta-feira (16), em frente à Câmara Municipal, após semanas de negociações frustradas. A proposta da prefeitura, enviada na semana passada, ignora a pauta unificada das categorias: reajuste linear de 12,9%, fim do desconto de 14% sobre aposentados e aumento do piso da educação.
DETALHES:
- Inflação vs. reajuste: Enquanto o IPC-Fipe registra 5,16% em 12 meses, o aumento oferecido é menos da metade (2,6%).
- Comparativo salarial: O próprio prefeito teve aumento de 46% em 2022, saltando de R24,1milparaR 35,4 mil.
- Condições de trabalho: Professores denunciam salas superlotadas, falta de climatização e corte de jornada de formação (JEIF).
VOZES:
- Iralene Araújo (cultura): “A prioridade é entregar equipamentos públicos à iniciativa privada”.
- Priscila Pereira (saúde): “Nem aumento pedimos, só reposição da inflação”.
- Professora anônima: “Atendemos bebês em salas sem água gelada ou cozinha”.
PRÓXIMOS PASSOS:
O projeto deve ser votado na Câmara na próxima semana, segundo o líder do governo, Fábio Riva (MDB), sem data definida.
Fonte: Brasil de Fato






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