Presidente Lula e o secretário-geral da ONU, António Guterres, lideraram nesta quarta-feira (23/4) a Cúpula Virtual sobre Ambição Climática, um chamado urgente para que o mundo evite o “ponto de não retorno” ambiental. O encontro, que reuniu líderes de potências como China e União Europeia, além de países vulneráveis, antecipa a estratégia do Brasil de transformar a COP30 – a ser realizada em 2025 em Belém – em um “mutirão global” por metas climáticas concretas.
Lula criticou a “fadiga de promessas vazias” e apresentou o plano brasileiro: cortar até 67% das emissões até 2035, criar o Fundo Floresta Tropical (para remunerar países que preservam florestas) e mobilizar US$ 40 bi/ano em financiamento climático. A meta é pressionar nações ricas a honrarem acordos e combaterem o “greenwashing” histórico.
Nota da Frente Livre
Enquanto o Sul Global sofre com secas e enchentes, o Norte rico não cumpre a promessa de US$ 100 bi/ano para clima. A COP30 será o teste: ou o mundo faz o “mutirão” proposto por Lula, ou a conta seguirá sendo paga pelos povos indígenas, quilombolas e periferias. Não há justiça climática sem reparação colonial.






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