Quatro policiais civis do 6° Distrito Policial de Santo André (SP) foram presos nesta quinta-feira (25) sob acusação de integrar um esquema de extorsão a influenciadores digitais. A operação Latus Actio 3, conduzida pela Polícia Federal com apoio do Gaeco/MP-SP, apura que os agentes abriam investigações contra funkeiros e criadores de conteúdo para cobrar propinas e evitar processos por rifas ilegais nas redes sociais. O caso expõe nova faceta da corrupção policial no estado.
O modus operandi consistia em:
- Iniciar investigações formais por sorteios não autorizados (potencial crime de estelionato e contravenção penal)
- Contatar os influenciadores ou seus advogados para negociar valores
- Arquivar os casos após recebimento de pagamentos ilegais
A estrutura foi desmontada após 9 meses de apurações, que incluíram:
- Interceptações telefônicas
- Análise de transações bancárias
- Dados colhidos em operações anteriores (Latus Actio 1 e 2 em 2023)
Detalhes
Medidas judiciais determinadas:
- 4 prisões temporárias
- 5 buscas em endereços de SP, Mauá e Santo André
- Quebra de sigilo bancário e fiscal
Crimes imputados:
- Corrupção ativa e passiva (art. 317 e 333 do CP)
- Organização criminosa (art. 2º da Lei 12.850/2013)
Box de contexto
>> Rifas ilegais: Sorteios não regulamentados podem configurar jogo de azar (Lei 3.688/41)
>> Operação anterior: Em 2023, 1 policial foi preso e outro afastado por esquema similar
>> Área de atuação: 6° DP de Santo André atende região com alto índice de crimes digitais
Fonte: Agência Brasil






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