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BRASIL

Cassam Brazão por faltar às sessões (enquanto preso), mas ignoram acusação de mandante do assassinato de Marielle

Mesa Diretora tira mandato de deputado acusado de ordenar morte de Marielle Franco por 'ausências' - enquanto ele cumpre prisão preventiva. Psol denuncia manobra para evitar inelegibilidade

A Câmara dos Deputados cassou nesta quinta-feira (24) o mandato de Chiquinho Brazão (ex-UNIÃO/RJ) por faltar a sessões – enquanto o parlamentar está preso desde março por ser acusado de mandar assassinar Marielle Franco. A decisão, que ignora o crime político, usa como justificativa um artigo burocrático da Constituição sobre frequência, em manobra que pode preservar seus direitos políticos.

Mesa Diretora, presidida por Hugo Motta (Republicanos-PB), aplicou o artigo 55 da Constituição – que prevê perda de mandato por ausência em 1/3 das sessões. O detalhe grotesco: Brazão não podia comparecer porque está na cadeia, acusado de ser um dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle e seu motorista Anderson Gomes em 2018.

DETALHES REVELADORES:

  • Estratégia suspeita: A cassação por faltas (em vez do crime hediondo) pode evitar que Brazão se torne inelegível – salvaguardando futuras candidaturas.

  • Denúncia do Psol: A deputada Talíria Petrone alertou que a manobra poupou os colegas de terem que votar publicamente pela cassação de um acusado de milícia.

  • Dados cruéis: Marielle foi executada com 13 tiros em 2018; Brazão só foi preso em 2024 após anos de pressão social.

BOX “O QUE ESSA MANOBRA ESCONDE”:
<> Direitos políticos intactos: Cassação por faltas não gera inelegibilidade (ao contrário de condenação por crime grave)
<> Proteção a aliados: Evita votação nominal que exporia apoio a acusado de homicídio
<> Farsa legal: Usa burocracia para mascarar omissão perante crime político


Vozes críticas:

“Não podemos aceitar que um acusado de mandar matar Marielle perca o mandato por ‘faltas’, como se fosse um aluno ruim. Isso é cumplicidade com a milícia” 

Talíria Petrone (Psol-RJ)

Fonte: Brasil de Fato

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