A China desmentiu oficialmente, na sexta-feira (25), alegações do presidente Donald Trump sobre supostas negociações tarifárias entre os dois países. A resposta contundente evidencia a fragilidade da narrativa norte-americana e reforça a postura assertiva de Pequim em meio à escalada comercial.
Após Trump insinuar que reuniões teriam ocorrido, sem revelar nomes ou detalhes, a diplomacia chinesa negou qualquer tratativa em andamento. Guo Jiakun, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, acusou Washington de tentar “confundir o público” e reafirmou que “não há consultas ou negociações” em curso. He Yadong, do Ministério do Comércio, também denunciou a falta de base factual nas declarações vindas da Casa Branca.
Resposta econômica: O Politburo do Partido Comunista da China aprovou medidas emergenciais para proteger empresas afetadas, incluindo a ampliação do seguro-desemprego e a emissão de novos títulos para fortalecer a infraestrutura e estimular a economia interna.
– Fentanil: Em resposta às acusações sobre o opioide, a China responsabilizou os EUA pela crise do fentanil e acusou o governo Trump de usar o tema como instrumento de pressão injustificada.
– Política doméstica: A reunião liderada por Xi Jinping reforçou o papel do consumo interno e do investimento público como motores da resiliência econômica chinesa diante das investidas norte-americanas.
– Histórico: Em 2017, sob pressão dos EUA, a China já havia adotado medidas severas para controlar a exportação de fentanil, fato ignorado por Washington nas recentes acusações.
Pontos-chave da reação chinesa
– Trump sem provas sobre negociações.
– Pequim endurece discurso e reforça soberania econômica.
– Investimento em infraestrutura e consumo interno como resposta estratégica.
– Crise do fentanil colocada sob responsabilidade norte-americana.
Fonte: Brasil de Fato






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