Milhares de trabalhadores de todas as regiões do país tomaram as ruas de Brasília nesta terça-feira (29) na Marcha da Classe Trabalhadora, um ato histórico que reuniu as principais centrais sindicais do país. Com faixas e palavras de ordem, os manifestantes cobram do governo e do Congresso medidas urgentes contra a exploração no mundo do trabalho, tendo como bandeiras principais o fim da escala 6×1 e a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil.
A mobilização contou com a presença de ministros do governo Lula e de lideranças sindicais, que destacaram a importância da união contra os retrocessos. “Nenhum direito caiu do céu. Tudo foi conquistado com luta”, afirmou Sérgio Nobre, presidente da CUT, lembrando que a atual escalada de precarização é herança direta dos governos anteriores. O ministro Márcio Macêdo (Secretaria-Geral da Presidência) reforçou o caráter político do ato: “Estamos aqui para defender valores civilizatórios contra o fascismo e a extrema direita”.
As principais reivindicações
O documento final da marcha, a ser entregue aos presidentes dos três Poderes, apresenta 26 pontos prioritários para o movimento sindical em 2025. Entre os destaques:
<> Redução da jornada sem corte salarial
<> Fim da escala 6×1 – considerada “escravidão moderna”
<> Isenção de IR para salários até R$ 5 mil + taxação de super-ricos
<> Política Nacional de Cuidados – reconhecimento do trabalho invisibilizado
“Essa luta é abolicionista. A elite acha normal explorar, mas nós dizemos: chega!”.
deputada Dandara Tonantzin (PT-MG)
A deputada cobrou agilidade na votação do PL que isenta IR para baixa renda – parado na Câmara sob relatoria de Arthur Lira (PP-AL).
Próximos passos:
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Encontro com Lula no final da tarde
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Pressão para votação imediata da isenção do IR
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Ampliação das mobilizações estaduais
Nota da Frente Livre:
Enquanto o Congresso protege privilégios, a rua mostra sua força. A luta por trabalho digno e distribuição de renda não pode esperar!
Fonte: Brasil de Fato






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