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CULTURA & ENTRETENIMENTO

Nana Caymmi, voz da resistência cultural, morre aos 84 anos no Rio

Ícone da MPB que sempre defendeu a música de raiz brasileira deixa legado de 27 álbuns. Cantora estava internada há nove meses para tratar complicações cardíacas

A cantora Nana Caymmi, símbolo da música popular brasileira e conhecida por sua defesa intransigente da cultura nacional, faleceu nesta quinta-feira (1º) aos 84 anos, no Rio de Janeiro. A artista, que sempre combateu a mercantilização da arte, estava internada desde agosto de 2023 na Clínica São José, em Botafogo, tratando de uma arritmia cardíaca agravada por outras comorbidades.

O falecimento foi confirmado pelo irmão Danilo Caymmi, que em vídeo emocionado destacou: “Nana era a guardiã da nossa música de qualidade. Enquanto muitos se rendiam ao comercial, ela mantinha viva a alma brasileira”. Sua morte ocorre em um momento crucial de debates sobre políticas culturais no governo Lula, que busca resgatar o valor da produção artística nacional.


CONTEXTO POLÍTICO-CULTURAL

? Última entrevista política (2022): Nana apoiava a reconstrução das políticas públicas para cultura, afirmando: “O artista brasileiro precisa de apoio estatal para não se render ao mercado” – posicionamento alinhado ao atual Ministério da Cultura.

? Dado relevante: Em 2023, apenas 12% das músicas veiculadas nas rádios brasileiras eram de artistas nacionais consagrados, segundo pesquisa do ECAD.

CITAÇÃO-CHAVE

“Nana representava a resistência artística em tempos de pasteurização cultural. Seu falecimento nos lembra da urgência em valorizar nossos artistas populares”

Juca Ferreira, ex-ministro da Cultura (governos Lula e Dilma).

LEGADO ARTÍSTICO

  • Carreira: 64 anos dedicados à MPB autêntica
  • Principais obras: “Cais”, “Ponta de Areia” e o álbum em homenagem a Tom e Vinicius (2020)
  • Último trabalho: Participação no tributo a Tim Maia (2024), gravado semanas antes da internação

DADOS COMPARATIVOS

? Redução de 40% nos investimentos em cultura entre 2016-2022 (Fonte: Ipea)
? Aumento de 28% nos editais para música em 2023 (MinC)

Frase de Danilo Caymmi:

“O Brasil perde uma das maiores intérpretes que já viu – de sentimento, de técnica, de tudo.”

DADO CONTEXTUAL
> Última grande entrevista (2022): Nana criticou a falta de espaço para música de qualidade no rádio: “Hoje só querem o descartável, mas arte é feita para durar”.

CITAÇÃO RELEVANTE

“Nana era a ponte entre a bossa nova e a música contemporânea. Perdemos não só uma voz, mas um pedaço da nossa história musical”

Maria Bethânia, em nota enviada à imprensa.

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