A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (14), uma nova etapa da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema nacional de descontos irregulares em benefícios do INSS. A ação cumpre dois mandados de busca e apreensão autorizados pela Justiça Federal, ambos em Presidente Prudente (SP). O foco é um operador financeiro ligado a uma das entidades investigadas.
Segundo a PF, o investigado teria usado recursos obtidos com fraudes contra aposentados e pensionistas para adquirir veículos de alto valor. A apuração envolve mensalidades descontadas indevidamente de aposentadorias e pensões, em nome de associações fantasmas que não prestavam os serviços prometidos.
A operação teve início em abril, em ação conjunta da PF com a Controladoria-Geral da União (CGU). Na ocasião, foram cumpridos mais de 200 mandados em 13 estados, com bloqueio de R$ 1 bilhão em bens e estimativa de prejuízo de R$ 6,3 bilhões desde 2019. Ao menos 6 milhões de aposentados foram vítimas do esquema.
Antes mesmo da deflagração da operação, a Auditoria-Geral do INSS já havia apontado inconsistências em acordos com organizações da sociedade civil, acendendo o alerta para fraudes sistêmicas nos descontos aplicados aos segurados.
[DETALHES]
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Dois mandados de busca foram cumpridos nesta quarta-feira (14) em SP
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Operador é suspeito de lavar dinheiro por meio de compra de veículos de luxo
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Fraudes envolvem associações que aplicavam descontos sem autorização de beneficiários
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Esquema atingiu milhões de segurados e desviou bilhões dos cofres públicos
[O que é a Operação Sem Desconto?]
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Iniciada em abril de 2025 pela PF e CGU
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Investiga descontos ilegais em aposentadorias do INSS
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R$ 6,3 bilhões em prejuízos estimados
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211 mandados cumpridos em 13 estados
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INSS identificou irregularidades com 8 meses de antecedência
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