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BRASIL

Por que banqueiros foram chamados a opinar sobre alívio fiscal aos trabalhadores mais pobres?

Presidente da Câmara convida elite financeira para debater projeto que beneficia milhões de brasileiros de baixa renda

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), causou desconforto ao sugerir que a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) seja ouvida sobre o projeto que isenta do Imposto de Renda os salários de até R$ 5 mil mensais. A proposta, que pode melhorar a vida de mais de 10 milhões de brasileiros e brasileiras, foi tema de um jantar reservado com banqueiros e representantes da elite financeira, em São Paulo, na segunda-feira (19).

O gesto soou estranho a muitos setores da sociedade civil: por que justamente os bancos — maiores beneficiários das políticas tributárias regressivas — deveriam opinar sobre uma medida que busca aliviar o bolso de quem ganha menos? Para críticos, o movimento evidencia como os interesses do sistema financeiro ainda ocupam lugar de prioridade no debate legislativo, mesmo em temas que dizem respeito diretamente à justiça fiscal e combate à desigualdade.

Durante o encontro, Hugo Motta defendeu que a Febraban contribua com propostas de compensação para a perda de arrecadação, sem “onerar o crédito”. Já Isaac Sidney, presidente da entidade, afirmou que o setor rejeita aumentar a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) das instituições financeiras — mesmo sendo essas as empresas com maior rentabilidade líquida do país há décadas.

“A gente não está falando de reduzir lucros de banco, mas de garantir comida no prato e alívio na renda de milhões. É isso que está em jogo”, afirmou um deputado do campo progressista, em condição de anonimato.


INSS: fraudes bilionárias motivam urgência em nova legislação

O escândalo das fraudes no INSS, revelado pela Polícia Federal, também foi pauta do encontro. Um esquema criminoso desviou R$ 6,3 bilhões de aposentados e pensionistas entre 2019 e 2024, com descontos indevidos e associações fantasmas operando à margem da lei.

Motta afirmou que a urgência de um projeto de lei contra fraudes será votada ainda nesta semana. “O Congresso precisa agir para proteger os mais vulneráveis e evitar que esse tipo de roubo institucionalizado se repita. Mas sem pressa irresponsável. Estamos tratando da dignidade de milhões de pessoas”, disse.

Questionado sobre uma possível CPI do INSS, o presidente da Câmara explicou que o número de comissões ativas impede a instalação imediata de novas CPIs. Uma eventual CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito), com deputados e senadores, está sob avaliação do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre.


[Quem fala por quem?]

Tema em debate População afetada diretamente Ouvidos oficialmente no debate
Isenção do IR até R$ 5 mil 10 milhões de trabalhadores e assalariados Federação de bancos (Febraban)
Fraudes contra aposentados 30 milhões de beneficiários do INSS Congresso promete CPI, mas adia
Compensação fiscal Receita federal e cofres públicos Propostas rejeitam taxar bancos
Lucro do setor bancário (2023) Mais de R$ 145 bilhões Isenção debatida com banqueiros

Fonte: Agência Brasil

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