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VIDA

Golpe nos velhinhos: mais de 1,7 milhão cobram INSS por descontos indevidos

Aposentados denunciam cobrança ilegal feita por associações com aval do sistema público

Desde que o Governo iniciou o ressarcimento, mais de 1,74 milhão de aposentados e pensionistas do INSS já solicitaram reembolso por descontos indevidos feitos por entidades associativas. O dado foi divulgado nesta terça-feira (20) e revela a dimensão de um golpe que atingiu alguns dos brasileiros mais vulneráveis. A fraude é investigada pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União.

Segundo o INSS, 41 entidades estão sob suspeita de associar segurados de forma fraudulenta para fazer descontos nos benefícios — muitos deles sem qualquer autorização. A maioria das vítimas foi alertada por notificação oficial e usou o aplicativo Meu INSS ou a central 135 para consultar os débitos. Dos 1,78 milhão que fizeram a checagem, apenas 35 mil confirmaram ter autorizado o desconto. O restante cobra o que é seu por direito.

O rombo pode ter sido gestado durante os anos de desmonte institucional entre 2019 e 2022, quando o INSS foi sistematicamente aparelhado por interesses políticos e econômicos. Nesse período, práticas ilegais de consignados e associações fantasmas proliferaram sem fiscalização. A estimativa é que até 9 milhões de segurados tenham sido afetados.

O Ministério da Previdência não fixou prazo para reembolso, mas alerta que nenhuma cobrança ou contato será feito por SMS, WhatsApp ou ligação direta. Tudo deve ser acompanhado pelos canais oficiais do INSS.

É mais um retrato de como a máquina pública foi capturada para sugar aposentados e pensionistas — gente que trabalhou a vida toda e que, agora, tem que brigar para não ser roubada na velhice.


[A quem interessa o confisco disfarçado?]

Situação Realidade exposta
Total de consultas 1.784.528
Solicitações de reembolso 1.748.674 (98%)
Autorização confirmada 35.854 (2%)
Entidades envolvidas 41, com ou sem credenciamento
Fiscalização entre 2019-2022 Fragilizada e conivente
Investigações PF e CGU apuram esquema nacional

Fonte: Agência Brasil

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