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GEOPOLÍTICA

Netanyahu anuncia plano de limpeza étnica em Gaza com aval de Trump

Primeira coletiva do premiê em cinco meses revela política de expulsão em massa e crimes contra a humanidade

Em um dos episódios mais cruéis da história contemporânea do Oriente Médio, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, revelou nesta quarta-feira (21) que o fim da ofensiva militar sobre Gaza só ocorrerá se for implementada uma política de limpeza étnica que prevê a expulsão total dos palestinos da região. A medida, segundo ele, seguirá o “plano de reassentamento” idealizado por Donald Trump — o mesmo ex-presidente dos Estados Unidos que pretende transformar Gaza em um complexo de luxo com resorts e cassinos erguidos sobre os escombros de uma população massacrada.

A declaração, feita na primeira coletiva do premiê em cinco meses, marca o momento em que o governo de Israel abandona qualquer disfarce diplomático e assume abertamente uma estratégia de genocídio com fins econômicos. “Gaza deve ser desmilitarizada, e devemos implementar o plano de Trump”, disse Netanyahu, sob aplausos de aliados de extrema-direita. A fala representa a formalização de uma política de deportação em massa denunciada por agências da ONU, juristas internacionais e organizações de direitos humanos.

[Plano de Trump: negócios sobre cadáveres]

O plano de Trump, elogiado por Netanyahu como “brilhante e revolucionário”, prevê o reassentamento dos habitantes de Gaza em países árabes sob a justificativa de que “não há mais nada a ser salvo ali”. É o mesmo Donald Trump que já manifestou interesse em explorar economicamente a região devastada pela guerra, com a construção de resorts e cassinos sobre os escombros palestinos — uma distopia que ecoa os piores crimes do século XX, em especial as práticas nazistas de extermínio e espoliação.

[Isolamento diplomático e crimes de guerra]

A revelação aprofundou o isolamento internacional de Israel. O Reino Unido suspendeu as negociações de livre comércio com Tel Aviv. França, Alemanha, Espanha, Irlanda e Canadá pressionam por sanções imediatas. A União Europeia revisa seu acordo de cooperação. Mesmo os Estados Unidos, aliados históricos de Israel, demonstraram incômodo com a escalada — embora Trump continue a endossar os crimes como estratégia geopolítica.

O plano, que vincula o fim da guerra à expulsão da população civil palestina, viola frontalmente os princípios do direito humanitário internacional. A deportação em massa de civis, o bloqueio de ajuda humanitária e a ocupação prolongada do território ocupado são elementos típicos de um crime de guerra com componentes de genocídio.

[Mentiras e distorções em rede nacional]

Em sua tentativa de justificar o injustificável, Netanyahu negou o massacre no kibutz Ein HaShlosha, contrariando registros oficiais e testemunhos dos sobreviventes. Disse que os militantes do Hamas estavam “de chinelos”, minimizando os ataques de 7 de outubro. Para a comunidade israelense atingida, a fala foi classificada como “ofensiva” e “uma traição à memória dos mortos”.

[Internamente, Israel também racha]

A oposição dentro de Israel reagiu duramente. O general Yair Golan classificou o plano como “criminosa aventura sem retorno”. O ex-premiê Yair Lapid acusou Netanyahu de isolar o país e mentir sobre o apoio dos EUA. Pesquisas apontam que a maioria da população deseja um cessar-fogo imediato e o retorno dos reféns. No entanto, o gabinete de extrema-direita, liderado por Bezalel Smotrich e Itamar Ben-Gvir, endossa a expulsão definitiva dos palestinos, agora com chancela oficial.



[O que diz o Direito Internacional?]

Crime Descrição Tipificação
Limpeza étnica Remoção forçada de um grupo étnico de seu território Crime contra a humanidade (Estatuto de Roma)
Ocupação prolongada Controle militar sem soberania legal Violação da Quarta Convenção de Genebra
Bloqueio de ajuda Impedimento de assistência humanitária Crime de guerra



[Por que importa?]

A declaração de Netanyahu formaliza a intenção de apagar Gaza do mapa e transformar a tragédia humana em negócio. Quando líderes políticos tratam a vida como obstáculo para interesses comerciais — como os resorts planejados por Trump —, estamos diante de uma barbárie institucionalizada. Dizer que “não há mais nada a ser salvo” não é só mentira: é a desculpa de um genocida.

Fonte: Portal Vermelho

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