A agricultora Maria de Fátima Ribeiro, do pequeno município de Terra Nova (PE), viu a paisagem e a vida mudarem com a chegada da água do Rio São Francisco. No lugar da antiga dependência da chuva e da água salobra de poços, surgiram fileiras verdes de maracujá que agora crescem irrigadas o ano todo. “Hoje tem bomba, irrigação, economia de água. A gente planta o ano inteiro. É outra vida”, diz ela, com orgulho.
Com pouco mais de 9 mil habitantes, Terra Nova faz parte do Sertão Central de Pernambuco, uma das regiões mais castigadas pela seca no país. A virada veio com a chegada da água da Barragem de Serra do Livramento, estrutura ligada ao Eixo Norte do Projeto de Integração do Rio São Francisco (PISF). A barragem tem capacidade para armazenar até 18,8 milhões de metros cúbicos e garante uma vazão estável de até 2 m³ por segundo suficiente para abastecer pessoas, irrigar lavouras e matar a sede dos rebanhos.
“A gente só plantava quando chovia ou o riacho enchia. Agora é diferente, tem maracujá o ano inteiro”, comemora Maria de Fátima. Antes, o marido tentava manter a lavoura com água salinizada de poço. Hoje, com irrigação e infraestrutura, a produção cresceu, e a qualidade de vida também.

- Maria de Fátima viu a realidade da comunidade mudar quando a água chegou à Terra Nova (Foto: Yasmin Fonseca/MIDR)
Investimentos para o futuro
Segundo o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, a obra só saiu do papel porque o presidente Lula teve coragem de enfrentar as resistências políticas, técnicas e até religiosas contra a transposição. “Há um Nordeste antes e outro depois da chegada da água do São Francisco”, disse.
Durante a visita à região, Góes anunciou mais investimentos: meio bilhão de reais serão aplicados para dobrar a capacidade de bombeamento do Eixo Norte, com obras em Cabrobó e Salgueiro. E o Novo PAC já reservou R$ 12 bilhões para novas obras de segurança hídrica. “É compromisso com o povo do sertão. Água é cidadania e dignidade”, afirmou.
O Caminho das Águas
As histórias como a de Maria de Fátima fazem parte do “Caminho das Águas”, iniciativa do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional que percorre os trechos da transposição para mostrar, na prática, como a água do Velho Chico está transformando o semiárido. A proposta é simples: provar que a infraestrutura está funcionando e mudando vidas.
Fonte: MIDR






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