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Cúpula bolsonarista tenta se defender no STF enquanto provas do golpe se acumulam

Tribunal ouve aliados de Bolsonaro em ação penal que expõe plano golpista

Nesta sexta-feira (30), o Supremo Tribunal Federal (STF) ouve as testemunhas de defesa indicadas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro no processo que investiga a tentativa de golpe de Estado que escancarou a face mais sombria do bolsonarismo. A sessão ocorre sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes, que conduz a apuração sobre o núcleo central da trama golpista denunciada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

O principal depoimento do dia será o do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ex-ministro da Infraestrutura do governo Bolsonaro. A oitiva está marcada para as 8h e será feita por videoconferência. Pela tarde, a partir das 14h, outros cinco nomes defenderão Bolsonaro, incluindo ex-assessores do Planalto e um coronel que integrou a comissão militar que tentou desacreditar as urnas eletrônicas.

Entre os depoentes estão Jonathas Assunção Salvador Nery, Renato de Lima França, Wagner de Oliveira e Giuseppe Dutra Janino — todos com histórico de participação ou apoio às estruturas que sustentaram o discurso golpista entre 2022 e 2023. Também prestam depoimento senadores e deputados aliados do bolsonarismo raiz, como Ciro Nogueira e Valdemar Costa Neto, em defesa do ex-ministro Anderson Torres.

Na véspera, a defesa de Bolsonaro desistiu de ouvir quatro testemunhas que poderiam comprometer ainda mais sua narrativa, incluindo o advogado Amauri Feres Saad, apontado como autor da “minuta do golpe”, e o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello. Coincidência?

As oitivas devem ser concluídas na segunda-feira (2), quando será ouvido o senador Rogério Marinho (PL-RN), outro aliado de primeira hora. Todos os réus — oito ao todo — integram o núcleo central do plano, já chamado nos autos de “Núcleo 1” da tentativa de subversão democrática. São investigados pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e até plano para assassinato de autoridades da República.

Segundo a denúncia da PGR, Bolsonaro tinha pleno conhecimento da operação batizada de “Punhal Verde Amarelo”, que previa ações armadas contra o presidente Lula, o vice Alckmin e o próprio ministro Moraes. Também sabia da existência e da intenção de usar a minuta de decreto golpista, encontrada na casa de Anderson Torres, como base jurídica para tentar romper a ordem constitucional.


[Quem são os réus do “Núcleo 1” do golpe?]

Nome    Função à época do crime
Jair Bolsonaro   Ex-presidente da República
Walter Braga Netto  General e ex-ministro
Augusto Heleno  Ex-ministro do Gabinete de Segurança
Anderson Torres  Ex-ministro da Justiça
Alexandre Ramagem Ex-diretor da Abin
Almir Garnier Ex-comandante da Marinha
Paulo Sérgio Nogueira       General e ex-ministro da Defesa
Mauro Cid Ex-ajudante de ordens, delator

Fonte: Agência Brasil

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