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GEOPOLÍTICA

Estão usando comida como isca para massacrar palestinos em Gaza

Professor da FGV acusa Israel e EUA de usarem ajuda humanitária para promover genocídio e critica lentidão da resposta internacional

O jurista e professor de Direito Internacional da Fundação Getulio Vargas (FGV), Salem Nasser, fez duras críticas à forma como Israel, com apoio dos Estados Unidos, tem conduzido a entrega de ajuda humanitária à população palestina da Faixa de Gaza. Segundo ele, uma ONG paramilitar recém-criada estaria confiscando alimentos e suprimentos destinados às vítimas do conflito, utilizando a fome como ferramenta de guerra e dominação.

Em entrevista à Rádio Brasil de Fato, Nasser afirmou que Israel está cometendo “um enorme crime, dia após dia”, e que as ações têm o objetivo deliberado de “expulsar o máximo de palestinos e matar os que não quiserem sair”. Para ele, a ajuda humanitária, em vez de salvar vidas, vem sendo manipulada para cumprir esse plano: “As pessoas estão sendo bombardeadas enquanto procuram comida. É um toque de crueldade a mais”.

O professor não hesita em classificar os atos como genocídio, crime previsto pelo direito internacional. “O mundo está permitindo não só a morte de crianças, mas também o cometimento dos piores crimes da história da humanidade”, denuncia. Ele destaca que 80% da população de Gaza está encurralada em apenas 20% do território, motivada pela falsa promessa de segurança em áreas onde supostamente haveria distribuição de mantimentos.

No último domingo (25), representantes de 20 países se reuniram em Madri, sob liderança do Brasil, para discutir o reconhecimento formal do Estado da Palestina. Embora mais de 150 países já reconheçam a soberania palestina — inclusive o Brasil desde 2010 —, os Estados Unidos continuam bloqueando a entrada plena da Palestina na ONU por meio de seu poder de veto no Conselho de Segurança.

Para Salem Nasser, essas discussões diplomáticas, embora importantes, são insuficientes diante da urgência do que acontece no local. “A resposta do mundo é muito devagar. Enquanto eles discutem, Israel continua a fazer o que está fazendo”, disse. Ele defende ações concretas como sanções e rompimento de relações diplomáticas para interromper a ofensiva. “Não adianta ficar dando tempo para Israel cometer o seu genocídio”, conclui.

Ao comentar a morte de Mohammed Sinuar, líder do Hamas, Nasser minimiza o impacto do assassinato: “Eles não têm mais caminho de volta. Só lhes resta resistir ou morrer resistindo”. Para muitos palestinos, afirma, morrer na luta tornou-se sinônimo de martírio — reflexo do desespero diante do bloqueio, da fome e da violência sistemática.


[Gaza sob cerco: o uso cruel da fome como arma]

  • Israel e EUA são acusados de apoiar ONG que intercepta ajuda humanitária.

  • População de Gaza está confinada em 20% do território, fugindo dos bombardeios.

  • Ajuda alimentar virou isca mortal: quem busca comida vira alvo.

  • ONU continua impedida de atuar livremente por restrições militares.

  • Reconhecimento da Palestina pela ONU é bloqueado pelos EUA.

  • A resistência palestina resiste mesmo diante da perda de líderes simbólicos.


[Para ouvir e assistir]

O jornal Conexão BdF vai ao ar em duas edições, de segunda a sexta-feira, uma às 9h e outra às 17h, na Rádio Brasil de Fato98.9 FM na Grande São Paulo, com transmissão simultânea também pelo YouTube do Brasil de Fato.


Fonte: Brasil de Fato

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