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Egito e Líbia aderem à violência de Israel e travam marcha pela liberdade de Gaza

Milhares de ativistas são impedidos de chegar à Gaza, mas movimento global se mantém firme em protesto contra o cerco israelense

A Marcha Global a Gaza, que estava prevista para ocorrer neste domingo (15), foi brutalmente bloqueada pelas autoridades egípcias e milícias libanesas. A manifestação, que tinha como objetivo pressionar pela abertura da passagem de ajuda humanitária para Gaza, enfrentou restrições severas, com lideranças sendo detidas e deportadas do Cairo, e ativistas de diversas nacionalidades impedidos de seguir até a fronteira palestina.

Segundo a organização do protesto, o comboio vindo do Norte da África foi barrado pelas milícias que controlam o leste da Líbia. Além disso, o governo egípcio impediu a marcha de seguir até a fronteira e prendeu vários participantes. “Dois coordenadores internacionais foram detidos ilegalmente e processados para deportação”, afirmou a organização.

A marcha tinha como meta reunir milhares de pessoas para uma caminhada de três dias pela Península do Sinai até a cidade de Rafah, localizada ao sul da Faixa de Gaza. A manifestação buscava denunciar o cerco israelense a Gaza e pressionar pela abertura das passagens de fronteira para permitir a entrada de ajuda humanitária essencial para os palestinos.

A ativista brasileira Adriana Machado, do Partido da Causa Operária (PCO), estava no Egito para participar da marcha e relatou à Agência Brasil que o governo egípcio impediu a continuidade da caminhada. “Muitas pessoas ainda estão desaparecidas, e fomos interrogados por policiais armados. Quando perguntamos o que estava acontecendo, fomos informados de que deveríamos voltar ao Cairo ou ao aeroporto, ou seríamos presos”, disse Adriana, que conseguiu sair do Cairo no dia anterior.

O principal organizador da marcha, Saif Abukeshek, afirmou que, apesar dos obstáculos, o movimento global não será desviado de seu objetivo. “Nosso movimento para acabar com o genocídio palestino não será dissuadido. Novas iniciativas estão sendo planejadas”, declarou Abukeshek.

A intervenção de Israel foi clara: o país pediu ao Egito para impedir a marcha de se aproximar da fronteira de Gaza, e até o momento 200 pessoas já haviam sido deportadas. O governo egípcio exigia que os manifestantes tivessem autorização oficial para participar da manifestação, embora a organização tivesse solicitado todas as permissões necessárias.

O comboio Sumood, que saiu de países como Tunísia, Marrocos, Argélia, Mauritânia e Líbia, também foi barrado pelas milícias de Khalifa Haftar, que controlam o leste da Líbia. A organização do protesto relatou que os manifestantes foram perseguidos, com vários detidos. “Os manifestantes foram parados e perseguidos por essas milícias, mas receberam apoio das comunidades no oeste da Líbia, que demonstraram solidariedade e forneceram ajuda logística”, afirmou a organização.

Apesar das detenções, os organizadores seguem com o planejamento de resistência. “A prioridade é a libertação dos 13 detidos, incluindo líbios, argelinos e tunisianos. O comboio avançará em breve para o último ponto seguro, onde estabeleceremos uma base de resistência firme”, concluíram os organizadores.

Fonte: Agência Brasil

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