A tarifa de 50% imposta pelos EUA sobre nosso agronegócio não é só um entrave; é um ataque à dignidade e à capacidade produtiva do Brasil, exigindo resposta firme, pautada na justiça social e proteção do povo trabalhador.
A estratégia brasileira é multifacetada. A primeira frente é a busca ativa por novos mercados, rompendo com dependências históricas. Luís Rua, secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, confirmou a prioridade na Ásia, especialmente a China, para exportações como café, suco de laranja, carne bovina, pescados e frutas.
O ministro Carlos Fávaro agiu rapidamente, contatando os setores afetados, visando “ampliar mercados, reduzir barreiras e dar crescimento à agropecuária brasileira”. Essa visão já abriu mais de 500 novos mercados sob Lula, mostrando um Brasil autônomo e focado numa rede de comércio mais justa, incluindo Oriente Médio, Sul Asiático e Sul Global.
Paralelamente, o governo não hesita em acionar as vias multilaterais. O vice-presidente Geraldo Alckmin é enfático: “Trabalharemos para reverter… Recorreremos à Organização Mundial do Comércio (OMC)”. Essa ação é mais que disputa comercial; é defesa do multilateralismo e das regras que deveriam guiar um comércio global justo e previsível, contra imposição arbitrária de potências.
Internamente, a recém-aprovada Lei da Reciprocidade Econômica surge como pilar de nossa soberania. Essa lei permite ao Brasil reagir a medidas unilaterais, taxando produtos ou serviços sem prejudicar nossa produção. É escudo legal contra políticas predatórias, garantindo que o país não seja refém de agendas externas. A lei estabelece critérios para suspender concessões frente a ações que “impactem negativamente a competitividade internacional brasileira”. Alckmin lidera comitê interministerial para resposta, com regulamentação iminente, fortalecendo a defesa dos direitos coletivos.
Fonte: Portal Vermelho






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