Mesmo que por vias tortas, enfim, o Brasil inteiro passou a defender a importância de adotar regras claras na internet. O objetivo é sagrado: proteger nossas crianças e adolescentes. Essa é uma luta que une pessoas de todos os lados, da esquerda, que defende a tese há muitos anos, até a extrema direita, que aderiu muitíssimo recentemente — após a viralização do vídeo do youtuber Felca –, de maneira tímida ainda.
O que está acontecendo? A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) está pedindo com todas as forças para que um projeto de lei, o PL 2628/2022, seja aprovado logo. Esse projeto foi feito pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE) e já passou pelo Senado.
A ideia dele é criar um jeito de evitar, descobrir e acabar com o abuso e a exploração sexual de crianças e jovens nas redes sociais. A SBP mandou um recado direto para a Câmara dos Deputados, dizendo que não dá mais para esperar. É dever de todo mundo – o governo, a sociedade, as famílias e até as empresas de internet – garantir que nossas crianças cresçam longe de qualquer violência, da adultização e da erotização.
A realidade é dura: a SBP diz que em 2024, a SaferNet Brasil já recebeu mais de 53 mil denúncias de abusos. Isso mostra o tamanho do problema.
Mas como essa união para proteger as crianças aconteceu? Um momento chave foi o vídeo de um influenciador digital famoso, o Felca. Ele mostrou como alguns perfis na internet usam crianças e adolescentes de um jeito que não é certo, quase como adultos, para ganhar dinheiro.
Esse vídeo chocou o Brasil todo e fez o assunto explodir. Muita gente se mobilizou. Por causa disso, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, prometeu que vai colocar esses projetos em votação. Ele mesmo disse que “o vídeo do Felca sobre a “adultização” das crianças chocou e mobilizou milhões de brasileiros. Esse é um tema urgente, que toca no coração da nossa sociedade.”
O mais impressionante é que essa causa trouxe para o mesmo lado até a extrema direita, um grupo que nem sempre concorda com outras ideias sobre internet. Isso prova que, quando o assunto é proteger nossos filhos, o Brasil se une. A SBP reforça que “é inaceitável que empresas de tecnologia mantenham ambientes virtuais onde circulam livremente conteúdos ilegais e de altíssimo risco, sem ações rápidas e eficazes para sua remoção”, e que o lucro não pode valer mais do que a vida e a integridade das crianças. É a chance de consertarmos de vez o rumo das redes sociais.
[DEDO NA FERIDA]
Durante um jantar oficial em Pequim, um diálogo crucial aconteceu. A primeira-dama Janja Lula da Silva, com coragem, levou ao presidente chinês, Xi Jinping, a preocupação com o TikTok. A pauta principal: a segurança de mulheres e crianças brasileiras na plataforma. Na ocasião, o diálogo foi vazado para a imprensa, que o noticiou, e aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro e deputados de extrema direita publicaram vídeos achincalhando Janja e dizendo que ela cometera uma gafe. O próprio presidente Lula, em seguida, porém, esclareceu que o pedido para discutir regulamentação digital não era uma questão menor, era tema de grande atenção nacional e que estava entre as suas principais preocupações.
Mesmo que por vias tortas, enfim, o Brasil inteiro passou a defender a importância de adotar regras claras na internet. O objetivo é sagrado: proteger nossas crianças e adolescentes. Essa é uma luta que une pessoas de todos os lados, da esquerda, que defende a tese há muitos anos, até a extrema direita, que aderiu muitíssimo recentemente — após a viralização do vídeo do youtuber Felca –, de maneira tímida ainda.
O que está acontecendo? A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) está pedindo com todas as forças para que um projeto de lei, o PL 2628/2022, seja aprovado logo. Esse projeto foi feito pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE) e já passou pelo Senado.
A ideia dele é criar um jeito de evitar, descobrir e acabar com o abuso e a exploração sexual de crianças e jovens nas redes sociais. A SBP mandou um recado direto para a Câmara dos Deputados, dizendo que não dá mais para esperar. É dever de todo mundo – o governo, a sociedade, as famílias e até as empresas de internet – garantir que nossas crianças cresçam longe de qualquer violência, da adultização e da erotização.
A realidade é dura: a SBP diz que em 2024, a SaferNet Brasil já recebeu mais de 53 mil denúncias de abusos. Isso mostra o tamanho do problema.
Mas como essa união para proteger as crianças aconteceu? Um momento chave foi o vídeo de um influenciador digital famoso, o Felca. Ele mostrou como alguns perfis na internet usam crianças e adolescentes de um jeito que não é certo, quase como adultos, para ganhar dinheiro.
Esse vídeo chocou o Brasil todo e fez o assunto explodir. Muita gente se mobilizou. Por causa disso, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, prometeu que vai colocar esses projetos em votação. Ele mesmo disse que “o vídeo do Felca sobre a “adultização” das crianças chocou e mobilizou milhões de brasileiros. Esse é um tema urgente, que toca no coração da nossa sociedade.”
O mais impressionante é que essa causa trouxe para o mesmo lado até a extrema direita, um grupo que nem sempre concorda com outras ideias sobre internet. Isso prova que, quando o assunto é proteger nossos filhos, o Brasil se une. A SBP reforça que “é inaceitável que empresas de tecnologia mantenham ambientes virtuais onde circulam livremente conteúdos ilegais e de altíssimo risco, sem ações rápidas e eficazes para sua remoção”, e que o lucro não pode valer mais do que a vida e a integridade das crianças. É a chance de consertarmos de vez o rumo das redes sociais.






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