Hoje de manhã (17), o prefeito de Macapá, Antônio Paulo de Oliveira Furlan (MDB), o Doutor Furlan, atacou fisicamente o jornalista Heverson Castro durante uma visita a obras do Hospital Municipal na zona norte da capital. Esse ato mostra o perigo de líderes que não aceitam ser questionados, revelando uma forma de agir de quem usa a força para não ter que explicar ou prestar contas da gestão.
A relevância desse caso é enorme, pois ele atinge diretamente o direito de informar e de ser informado, algo essencial para que a sociedade saiba o que acontece com o dinheiro público e possa cobrar seus representantes. Quando um prefeito agride um jornalista por fazer seu trabalho, ele não agride apenas uma pessoa, mas o direito de todos à informação clara e transparente, o que é um pilar para a melhoria da vida e a mobilização por um ambiente coletivo melhor.
O caso aconteceu quando Heverson Castro perguntou ao prefeito sobre o atraso nas obras, dizendo: “Está demorando ou está dentro do prazo a obra?”. Em vez de responder com argumentos ou dados, Furlan afastou o microfone e, de forma chocante, aplicou um golpe conhecido como “mata-leão” em um membro da equipe do jornalista. O momento foi filmado e amplamente divulgado, contrariando a versão da Prefeitura de Macapá, que tentou culpar o jornalista, alegando agressão verbal e violência contra servidoras.
As imagens, porém, não deixam dúvidas sobre quem iniciou a agressão. Esse não é um caso isolado de repressão à imprensa na gestão de Furlan. Em fevereiro de 2025, jornalistas foram impedidos de entrar na Prefeitura para falar com o secretário de Comunicação, Juarez Menescal, após denúncias de pagamentos estranhos a empresas ligadas a ele. A Câmara Municipal de Macapá chegou a fazer uma nota de repúdio na época, dizendo que era uma tentativa de intimidar e calar a imprensa.
Esses atos de violência e intimidação mostram a hipocrisia dos políticos ligados à extrema direita, que falam em liberdade, mas agem de forma autoritária quando são fiscalizados. Eles atacam quem questiona sua gestão, mostrando que o desrespeito à imprensa não é um acidente, mas uma estratégia. Essa forma de agir é a mesma de quem defende governos que não permitem críticas e não aceitam que a população saiba a verdade.
A postura de Furlan e de outros que agem assim reforça a necessidade de estarmos sempre atentos e exigirmos respeito às nossas liberdades. A defesa de regimes autoritários não é por acaso; é uma estratégia clara para evitar a prestação de contas e manter suas ações longe do olhar público.
Veja o vídeo da agressão.






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