O deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) criticou a atuação do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) para derrubar a medida provisória que taxava bancos, bets e bilionários, mas não titubeou em tributar as gorjetas dos garçons no estado.
“Quer dizer que o Tarcísio agiu para impedir que Lula cobrasse imposto de bets, bancos e bilionários, mas TAXOU A GORJETA DOS GARÇONS? É um gatinho (ou tigrinho?) com a Faria Lima e um leão contra garçons, camareiras, recepcionistas? TAXÍSIO ODEIA O POVO!”, escreveu o deputado no X.
O deputado Carlos Zarattini (PT-SP), relator da medida provisória, diz que a hipocrisia de Tarcísio de Freitas não tem limites.
“Em Brasília, ele articula contra a taxação dos bilionários, dos bancos e das bets, setores que movimentam bilhões sem pagar um imposto justo. Mas em São Paulo, ele taxa até a gorjeta dos garçons e cria mais pedágios “free flow” para tirar mais dinheiro do bolso dos trabalhadores. Não é à toa que é o candidato queridinho da Faria Lima”, diz o relator.
A Federação de Hotéis, Restaurantes e Bares do Estado de São Paulo (Fhoresp) se posicionou contra a cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre as gorjetas recebidas por garçons.
“O dinheiro da gorjeta deveria ser livre de qualquer cobrança. Afinal, ele é facultativo ao cliente, que, por livre escolha, paga a gratificação e, assim, contribui para uma renda a mais para os funcionários dos estabelecimentos. Estamos chamando a atenção do governador nesta questão, imaginando que ele será sensível à pauta e fará revisão desta taxação absurda. Isso não pode prosperar”, protesta Édson Pinto, diretor-executivo da Fhoresp.
Fonte: Portal Vermelho






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