Durante sessão da CPMI do INSS, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) refutou veementemente as notícias que ligavam uma operação da Polícia Federal a um sindicato associado ao irmão do presidente Lula. Pimenta classificou como “fake news” as matérias que alardeavam a apreensão de carros de luxo, incluindo uma Ferrari de R$ 4 milhões e três Porsches, nas dependências da entidade.
Para sustentar sua denúncia, o parlamentar apresentou o auto de apreensão oficial da PF referente à operação no sindicato (Cindinap). O documento, exibido em plenário, listava apenas a apreensão de CPUs, documentos diversos e um montante de R$ 43 mil encontrado no cofre da tesouraria. “Nenhum carro, nenhum veículo de luxo”, frisou Pimenta, afirmando que a narrativa inicial foi uma mentira deliberada para criar um vínculo falso com a família do presidente.
O deputado, então, revelou a quem, segundo ele, pertenciam os bens de luxo: um grupo de empresários que ele apelidou de “Golden Boys”. Pimenta citou nomes como Felipe Macedo Gomes e Amar Brasil, apontando-os como os verdadeiros donos da Ferrari e de outros itens de alto valor. Segundo o parlamentar, esses jovens “ficaram ricos durante o governo Bolsonaro, roubando aposentados” por meio de entidades que firmaram acordos com o INSS naquele período.
Pimenta questionou o motivo pelo qual a imprensa e parlamentares da oposição não divulgaram os nomes dos verdadeiros proprietários, sugerindo um interesse em proteger os empresários. Ele finalizou sua fala cobrando que a CPMI convoque os “Golden Boys” para depor e esclareça o destino do dinheiro desviado, levantando a suspeita de que parte dos valores possa ter financiado campanhas de políticos ligados ao governo anterior.






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