A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) aprovou nesta quinta-feira (4) a convocação e a quebra dos sigilos bancário e fiscal do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. A decisão foi tomada com base em dez requerimentos que apontam o alto índice de reclamações contra a instituição e o envolvimento de Vorcaro em uma investigação da Polícia Federal sobre fraudes de R$ 12 bilhões.
O depoimento do banqueiro, que ainda não tem data marcada, ocorrerá apenas após o recesso legislativo, em fevereiro. A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), autora de um dos pedidos, justificou a convocação citando a necessidade de apurar “possíveis ilícitos corporativos, falhas de governança, práticas fraudulentas e movimentações financeiras suspeitas”.
As suspeitas contra Vorcaro se intensificaram após sua prisão em novembro, durante a Operação Compliance Zero, quando tentava deixar o país. Ele foi detido por 12 dias sob a suspeita de chefiar um esquema de fraude em créditos.
Governo barra convocação de Lulinha
Na mesma sessão, a base aliada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conseguiu barrar a absurda convocação de seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. Via senador Sérgio Moro (União-PR), que foi desmentido ao vivo pelo deputado Paulo Pimenta (PT-RS), a oposição pressionava pelo depoimento com base em um testemunho à Polícia Federal que ligaria Lulinha a Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, preso desde setembro.
Segundo a denúncia, publicada pelo portal “Poder360”, o filho do presidente teria recebido uma mesada de R$ 300 mil do empresário. Governistas argumentaram que a convocação tinha motivação política, enquanto a oposição insistiu na necessidade de esclarecimentos. Os autos da PF sobre a tal mesada jamais foram apresentados.
Com a manobra, a base governista também rejeitou as convocações da presidente do Palmeiras, Leila Pereira, de executivos dos bancos Santander, C6 e PicPay, e do advogado-geral da União, Jorge Messias, recém-indicado ao STF.






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