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Calor extremo torra o Brasil: hospitais lotam no Rio e SP teme crise hídrica

Sob alerta vermelho do Inmet, onda de calor histórica sobrecarrega o sistema de saúde, quebra recordes de temperatura e acende o sinal de alerta para o abastecimento de água

O Brasil enfrenta uma onda de calor histórica que está levando a infraestrutura e a saúde pública ao limite. Com um alerta vermelho de “grande perigo” emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para oito estados, a semana do Natal foi marcada por temperaturas recordes, hospitais sobrecarregados e a sombra de uma nova crise hídrica em São Paulo. Especialistas alertam que o cenário vai além do desconforto, representando um risco real à vida.

No Rio de Janeiro, a situação é de crise sanitária. As unidades públicas de saúde registraram 1.347 atendimentos ligados ao calor em apenas três dias (23, 24 e 25), uma média de quase 450 por dia. Os casos mais comuns são tontura, fraqueza, desmaios e queimaduras solares. Enquanto as praias lotam com cariocas e turistas em busca de alívio, trabalhadores que não podem parar descrevem a rotina sob o sol de 40°C como um “massacre”.

Em São Paulo, a crise tem outra face. A capital paulista registrou ontem (26) a maior temperatura para um mês de dezembro desde 1961: 36,2°C. O recorde histórico, no entanto, veio acompanhado de uma notícia ainda mais alarmante: os reservatórios que abastecem a região metropolitana estão com apenas 26% de sua capacidade, um volume 30% inferior ao registrado em 2013, ano que antecedeu a pior seca da história do estado. O governo já emitiu um alerta para a economia de água.

O corpo no limite: o risco de “falência térmica”

A gravidade da situação é traduzida pela medicina. Segundo o Dr. Luiz Fernando Penna, coordenador do Pronto Atendimento do Hospital Sírio-Libanês, o calor extremo pode levar à “falência térmica”, uma emergência médica onde o corpo perde a capacidade de se resfriar. “Essa é uma emergência caracterizada pela confusão mental, pele quente e seca e temperatura corporal acima de 40º C”, explicou.

O médico adverte que o impacto do calor na saúde é subestimado. Além de agravar o quadro de pessoas com doenças crônicas como hipertensão e diabetes, o calor extremo impõe uma sobrecarga perigosa ao organismo. A conclusão do especialista é taxativa: “Acima de 35°C com alta umidade, o corpo humano simplesmente não consegue funcionar como deveria”.

Alerta nacional e recomendações

O alerta vermelho do Inmet, válido até segunda-feira (29), abrange totalmente os estados do Rio de Janeiro e São Paulo, além de áreas do Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Espírito Santo. O aviso significa temperaturas 5°C acima da média por mais de cinco dias, com alto risco de acidentes e danos à saúde.

Diante do cenário, as autoridades de saúde reforçam as recomendações: aumentar a ingestão de água, consumir alimentos leves, usar roupas frescas e, crucialmente, evitar a exposição ao sol entre 10h e 16h. Para milhões de brasileiros, no entanto, a principal medida é esperar pela chuva, que só deve chegar de forma isolada a partir de terça-feira.

Fonte: Com informações da Agência Brasil

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