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Prefeitura de Ipojuca faz resposta pífia a linchamento de turistas

Medidas administrativas ignoram a barbárie do ataque e o abandono sofrido pelas vítimas, em uma resposta que parece mais focada em proteger a marca do que o turista

Ipojuca, PE – Frente à barbárie de uma tentativa de linchamento em uma de suas praias mais famosas, a Prefeitura de Ipojuca apresentou uma resposta que, para analistas e para as próprias vítimas, soa mais como um manual de gerenciamento de crise do que uma ação à altura do ocorrido. Em nota oficial, a gestão municipal repudiou o episódio, mas focou em listar medidas administrativas, como o recadastramento de ambulantes e a promessa de crachás com QR code, como solução para um problema de violência extrema.

A análise da resposta da prefeitura revela um abismo entre o discurso e a realidade. Enquanto a nota fala em “ação rápida das equipes”, as vítimas, os empresários Johnny Andrade e Cleiton Zanatta, relatam um cenário de completo abandono. Após serem espancados por uma multidão de 30 pessoas por uma disputa de R$ 30, eles não receberam socorro de ambulâncias, precisaram pagar pelo próprio transporte até o hospital e, no ápice da humilhação, foram coagidos a fazer um Pix para seus agressores a fim de reaver seus pertences na delegacia.

A promessa de crachás com QR code para os trabalhadores da orla, embora seja uma medida de ordenamento válida a longo prazo, parece uma solução burocrática para um problema de barbárie. A questão que fica é: um código digital seria capaz de impedir uma multidão enfurecida de espancar um turista com socos, chutes e cadeiradas?

A nota da prefeitura classifica o ocorrido como “grave e incompatível com os valores de respeito, acolhimento e hospitalidade do destino”. No entanto, ao não detalhar nenhuma medida de suporte direto às vítimas ou uma ação punitiva imediata e exemplar contra os agressores, a resposta parece mais preocupada em proteger a imagem e a marca “Porto de Galinhas” do que em garantir a segurança e a dignidade das pessoas que visitam o local.

O caso expõe uma ferida profunda: quando a violência explode, a resposta do poder público se resume a uma nota de repúdio e a promessas de organização futura, enquanto as vítimas são deixadas à própria sorte, forçadas a pagar até mesmo a quem as agrediu.

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