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GEOPOLÍTICA

Papa e Coreia do Norte condenam ataque dos EUA à Venezuela

Enquanto o pontífice pede paz e respeito à soberania, Pyongyang classifica a ação como a "forma mais grave de violação" do direito internacional

A condenação internacional ao ataque militar dos Estados Unidos contra a Venezuela se intensificou neste domingo (4), com declarações contundentes do Papa Leão 14 e do governo da Coreia do Norte, elevando a pressão sobre a administração de Donald Trump. As manifestações se somam a uma crescente onda de repúdio à invasão que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e deixou ao menos 80 mortos.

Durante a oração do Angelus, o Papa expressou “profunda preocupação” e pediu que o bem do povo venezuelano prevaleça sobre qualquer outra consideração. “É preciso trilhar caminhos de justiça e de paz, garantindo a soberania do país e assegurando o Estado de Direito”, declarou o pontífice, que também pediu respeito aos “direitos humanos e civis de cada um e de todos”.

Em um tom muito mais duro, a Coreia do Norte classificou a ação como a “forma mais grave de violação da soberania” e um “ato arbitrário dos EUA”. Em nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores de Pyongyang acusou Washington de agir à margem do direito internacional e afirmou que o incidente “confirma, de forma clara e reiterada, a natureza desonesta e brutal dos Estados Unidos”. A posição norte-coreana se alinha à da China, que também exigiu a libertação imediata de Maduro.

Guerra, sequestro e a confissão pelo petróleo

A crise teve início na madrugada de sábado (3), quando uma ofensiva militar americana atingiu alvos civis e militares em Caracas e outras regiões. A operação culminou na captura de Nicolás Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores, que foram transportados para Nova York e, segundo o jornal The New York Times, estão detidos na prisão Metropolitan Detention Center, no Brooklyn.

O presidente Donald Trump não apenas celebrou o que chamou de “ataque extraordinário”, como confessou o principal interesse na invasão: o controle dos recursos venezuelanos. Ele anunciou que os EUA administrariam o país interinamente e que empresas petrolíferas americanas passariam a operar na Venezuela, alegando que o recurso foi “roubado” pelo regime de Maduro.

Resistência e um continente fraturado

Apesar da captura de seu líder, o Estado venezuelano não ruiu. A Suprema Corte do país determinou que a vice-presidente Delcy Rodríguez assumisse o comando do Executivo, decisão prontamente endossada pelas Forças Armadas, que a reconheceram como presidente interina. Em resposta, Trump ameaçou Rodríguez, afirmando que ela pagará um “preço muito alto” caso não coopere com Washington.

Fonte: com informações do Brasil de Fato

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