Autoridades sanitárias venezuelanas denunciaram neste domingo (4) que os bombardeios realizados pelos Estados Unidos no último sábado destruíram completamente um depósito de medicamentos vitais para o tratamento de pacientes renais, ameaçando a vida de mais de 9.000 pessoas que dependem de diálise para sobreviver.
O armazém, localizado no estado de La Guaira e pertencente ao Instituto Venezuelano dos Seguros Sociais (IVSS), foi um dos alvos da ofensiva militar que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro. Segundo o governo, o local continha todo o estoque de insumos para os programas de diálise e nefrologia do país, que são fornecidos gratuitamente à população.
Em um comunicado duro, o IVSS classificou o ataque como uma “ação criminosa” e uma violação flagrante do direito à saúde por parte da administração de Donald Trump. Para o governo venezuelano, a destruição do centro médico foi uma medida deliberada para “asfixiar a atenção médica” e usar a saúde como arma de guerra.
“Atacar programas de saúde é um ato de terrorismo que busca castigar os mais vulneráveis”, diz a nota. “Estão condenando a milhares de pacientes que precisam de seu tratamento para sobreviver”.
Apesar da destruição, as autoridades sanitárias afirmaram ter ativado planos de contingência para tentar garantir a continuidade do atendimento aos pacientes renais e fizeram um apelo aos médicos e trabalhadores da saúde para que mantenham o compromisso de salvar vidas em meio ao que chamaram de “cerco imperialista”.
Fonte: Com informações da Telesur






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