Apenas 24 horas após a captura do presidente Nicolás Maduro por forças americanas, o governo venezuelano buscou projetar uma imagem de força e continuidade institucional neste domingo (4). Em uma ação calculada, a presidente interina, Delcy Rodríguez, comandou a primeira reunião do Conselho de Ministros sob sua gestão no Palácio de Miraflores, enquanto centenas de apoiadores se manifestavam do lado de fora contra a “incursão estrangeira”.
A sessão ministerial, que contou com a presença de todo o alto escalão do governo, serviu para materializar a resolução da Suprema Corte que, no sábado, designou Rodríguez para o cargo com o objetivo de “garantir a paz e defender a soberania”. A presença de figuras-chave como o ministro da Defesa, General Vladimir Padrino López, e o vice-presidente do partido, Diosdado Cabello, sinalizou a coesão da liderança bolivariana e a lealdade das Forças Armadas à nova chefe do Executivo.
Dentro da sala de reuniões, um detalhe simbólico reforçava a narrativa de unidade: uma imagem de Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores, era projetada ao fundo, transformando os líderes capturados em mártires da resistência.
“Não vamos nos ajoelhar”
Simultaneamente, nas ruas de Caracas, a resposta popular se organizava. Centenas de manifestantes, carregando bandeiras e imagens de Hugo Chávez, convergiram para os arredores do palácio presidencial em uma vigília convocada para exigir a libertação de Maduro e rechaçar a intervenção americana.
“Rechaçamos o ataque vil e baixo. Não vamos aceitar que outro país nos governe”, declarou uma jovem à agência Sputnik, ecoando o sentimento de muitos dos presentes. Sob palavras de ordem anti-imperialistas, os manifestantes prometiam manter uma mobilização constante até o retorno do presidente. “Venezuela é um país digno, não vamos nos ajoelhar ante nenhum império”, afirmou outra participante.
A dupla ação a burocracia do Estado funcionando no palácio e a paixão política transbordando nas ruas envia uma mensagem clara a Washington: a captura de Nicolás Maduro não resultou no vácuo de poder esperado. Pelo contrário, parece ter ativado uma nova fase de resistência institucional e popular.
Fonte: Com informações da Telesur






Deixe seu comentário