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GEOPOLÍTICA

Lula forma eixo anti-Trump com Canadá, México e Colômbia para isolar EUA

Em ofensiva diplomática executada em um único dia, presidente brasileiro alinha líderes contra a "diplomacia da força" e em defesa da soberania da Venezuela, desafiando a nova ordem mundial de Trump

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disparou nesta quinta-feira (8) uma ofensiva diplomática em escala global para construir um muro de contenção contra a doutrina de força de Donald Trump. Em uma série de conversas telefônicas coordenadas, Lula alinhou os líderes do Canadá, México e Colômbia, formando um eixo transnacional para condenar a invasão da Venezuela e isolar a política externa unilateral dos Estados Unidos.

A articulação, executada em poucas horas, foi desenhada em três atos estratégicos para desafiar a nova ordem mundial que Washington tenta impor pela força.

Ato 1: A base sul-americana

O primeiro passo foi consolidar a vizinhança. Em conversa com o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, Lula estabeleceu um eixo sul-americano de repúdio. Os dois líderes classificaram a ação militar dos EUA como um “precedente extremamente perigoso” e uma violação da Carta da ONU. Como contraponto direto à agressão, Lula anunciou o envio de 40 toneladas de medicamentos ao país vizinho para repor estoques destruídos por bombardeios americanos. A mensagem: enquanto os EUA enviam bombas, a América do Sul envia ajuda.

Ato 2: A expansão ideológica

Em seguida, Lula conversou com a presidenta do México, Claudia Sheinbaum, expandindo a aliança para a segunda maior economia da América Latina e dando-lhe uma base conceitual mais profunda. Na nota conjunta, os dois líderes afirmaram rejeitar “qualquer visão que possa implicar na divisão ultrapassada do mundo em zonas de influência”. A declaração é um ataque direto à Doutrina Monroe, a espinha dorsal da hegemonia americana nas Américas por mais de 200 anos.

Ato 3: A legitimação global

O movimento final foi o mais ousado. Em telefonema com o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, Lula trouxe um país do G7, um aliado histórico dos EUA, para o consenso. Ambos condenaram o uso da força sem amparo da ONU e concordaram sobre a “necessidade de reforma das instituições de governança global”. Ao trazer o Canadá para a articulação, Lula demonstra que a oposição a Trump não é um movimento restrito à América Latina, mas uma preocupação global.

A ofensiva diplomática de Lula é a resposta mais contundente até agora à nova era da “diplomacia das canhoneiras” de Trump. Em um único dia, o presidente brasileiro sinalizou ao mundo que não aceitará passivamente uma ordem baseada na força e que está disposto a liderar a construção de um bloco multilateral para resistir a ela.

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